CURIOSIDADE
(A MORATÓRIA AMERICANA).
PARTE DA
POSTAGEM "MOEDA RESUMO HISTÓRICO" de 03/2011.
Item 10) AS
DESVALORIZAÇÕES DAS PRINCIPAIS MOEDAS DESDE A ANTIGUIDADE (um breve resumo):
Letra d) em
15/08/1971, os USA, abandonam totalmente a conversibilidade do dólar em ouro
(US$ 35 a onça-troy). Em março de 1973 os países industrializados abandonam a
paridade fixa com o dólar, deixando suas moedas flutuarem em relação ao mesmo
enterrando de vez o sistema de Bretton Woods;
e) em 1979 os
principais países da Europa decidiram criar um sistema monetário regional (o
EURO). O ouro chegou a valer mais de US$800,00 (1980), caindo para US$300,00 em
1985 (as negociações ou especulações como alguns definem alcançaram uma
intensidade de movimentação imprevisível). Na primeira década do século 21 o
dólar passa a ter circulação muito maior do que a economia dos USA (na verdade
os USA passam a viver de emitir moeda). O regime de câmbio fixo só se
justificaria se o dólar fosse conversível em ouro a uma paridade fixa (Bretton
Woods). Se o dólar é apenas uma moeda escritural, seu valor dependerá da
política monetária e da economia americana (a capacidade dos USA oferecer
alguma riqueza real em troca dos dólares). O capital (direitos de receber
dividendos, juros, de retorno de capitais) de residentes nos USA no exterior
deve ser considerado nesta análise.
COMENTO: foi
uma moratória (cano): os USA tinham que dar em troca de cada 35 dólares o
equivalente a uma onça-troy em ouro. A onça troy vale no mercado hoje mais de
US$ 1000,00.
Os USA têm há
mais de 15 anos déficits no Balanço Comercial de +- US$ 500 bilhões por ano (as
importações totais do Brasil somam US$ 240 bilhões). O mundo mantém suas
reservas em dólares ou em títulos do governo americano (um saco sem fundo). É o
que chamam de déficits sem lágrimas.
============================================================
Esquerda e
democracia são ideias com princípios divergentes. Falar em socialismo e
democracia (e liberdade) é demagogia (desonestidade acadêmica de uns e
ignorância de outros).
==================================================
ESQUERDA
(SOCIALISTAS, COMUNISTAS):
1. SOB O
ASPECTO CULTURAL (liberais em parte).
São
progressistas e acompanham a evolução da ciência e dos costumes. São laicos e
pregam o ateísmo, apenas suportam as religiões, mas sem liberdade e sob
vigilância.
2. SOB O
ASPECTO POLÍTICO:
DITADURA
(partido único). Defendem um poder proeminente, o executivo. A ditadura é
definida obedecendo a linha de pensamento econômico, planejamento centralizado
(que exige o poder nas mãos de poucos). Sem propriedade privada o poder fica
centralizado nas mãos dos burocratas e dos militares. Sabemos que maior o poder
maior a possibilidade de corrupção. O poder total sempre leva à corrupção total
(centralizada). O comunismo e o socialismo defendem a ditadura. Diversos nomes
absorvem a esquerda: socialismo (o principal), comunistas (os radicais) e os
que tentam confundir (socialismo e liberdade, socialistas liberais, do
trabalhador, trabalhista e outros).
3. SOB O
ASPECTO ECONÔMICO:
CAPITALISMO DE
ESTADO: economias de planejamento centralizado, comunismo, socialismo. O
planejamento centralizado (poder centralizado em poucas pessoas) impede a
democracia (poder descentralizado, nas mãos de muitos, do mercado), motivo do
comunismo defender a forma de governo ditadura (centralização do poder). É
considerado ESQUERDA. Podem ser:
RADICAIS:
comunistas e socialistas, economia de planejamento centralizado. As
experiências no mundo fracassaram, produziram pobreza, miséria e fome para o
povo e ditaduras sanguinárias (uma elite militar e a alta burocracia
centralizam o controle da riqueza). As experiências ocorridas no mundo e as
comparações com estados semelhantes com regime de economia de mercado
(liberais) demonstrou o fracasso das economias de planejamento centralizado:
URSS, a Alemanha ocidental e oriental, as duas Coreias; a China comunista x
Hong Kong e Taiwan, os países da Europa ocidental x oriental (leste), a China
comunista e a que liberou a economia e a pobreza de Cuba.
ESTATIZANTES
INTERVENCIONISTAS: vários nomes como keynesianos, desenvolvimentistas,
heterodoxos, estatizantes. Exemplos comparativos: o sucesso do Japão e de
Cingapura, a quebra da Venezuela (país com a maior reserva de petróleo
conhecida do mundo), as concordatas do Brasil e Argentina que se aventuraram em
regime intervencionista (controles de preços, de mercado, estatais).
17/04/2019.
=========================================================
A
POLÍTICA MONETÁRIA DA ESQUERDA SOCIALISTA E DOS QUE SE DIZEM KEYNESIANOS:
A política
monetária dos regimes de esquerda, dos que se dizem socialistas, instala o
processo inflacionário permitindo que os governos confisquem parte substancial
da renda nacional empobrecendo a todos (o confisco ocorre com a desvalorização
da moeda). É assim que todos os regimes socialistas (esquerda) destroem suas
moedas (o que aconselham para destruir as moedas dos regimes liberais
democratas, que chamam de capitalistas).
Os governos que
tentaram instalar uma política fiscal de esquerda keynesiana, do gaste à
vontade (gastos produtivos e improdutivos) que provocará o crescimento da
economia, e a monetária de redução de juros, mesmo após a economia atingir o
auge (com pleno emprego), conseguiram de fato instalar a hiperinflação,
estagflação e ou recessão, e crise cambial externa. Na verdade, quebram o país
e perdem o crédito externo para adquirirem até as necessidades mais importantes
(até medicamentos essenciais à vida).
Todos os
regimes socialistas quebraram, destruíram suas moedas e perderam o crédito
externo (crise cambial).
A política
econômica de planejamento centralizado centraliza também o poder político
(ditaduras). É por isto que escrevo que socialismo e democrata é demagogia (são
regimes totalitários, absolutistas, a maioria também sanguinários). A
inexistência da liberdade de produção, comercialização, de preços, de ir e vir,
dos lucros e da luta pela sobrevivência desmotivam a melhoria contínua (é a concorrência
que motiva), os ganhos de produtividade e as inovações. Foi assim que o
socialismo perdeu a corrida do desenvolvimento para as economias liberais
(economias de mercado) e a URRSS e os países socialistas do leste europeu liberaram
suas economias. Retornaram ao liberalismo (economias de mercado). Estão ainda
aprendendo o que é a liberdade das democracias.
======================================================
DELFIN
NETO O CZAR DA ECONOMIA DO REGIME MILITAR.
Delfin Netto
foi um culto e competente economista que viveu a época da ditadura do
pensamento keynesiano. Tentou dirigir a economia do regime militar com o
pensamento keynesiano, substituindo o câmbio flutuante (Keynes era favorável ao
câmbio flutuante, um freio aos abusos na política monetária e fiscal). Sem o
freio (limite) do câmbio flutuante prolongaram e agravaram os problemas
econômicos surgidos que terminou com hiperinflação, estagflação e crise cambial
(enfrentada erradamente com moratória). Felizmente o plano Real (inicialmente
com câmbio administrado) veio enfrentar e vencer a inflação. O plano iria
fracassar se não fosse a coragem e competência de Armínio Fraga (presidente do
BC) liberando o câmbio (abandonando o administrado) com o tripé: superávit
primário fiscal (saldo antes dos juros), meta de inflação e câmbio flutuante.
Se a política monetária, através da taxa básica, fosse fixada abaixo da
adequada, a inflação e o câmbio teriam suas expectativas ascendentes (a taxa
básica teria que ser fixada responsavelmente por economistas que entendessem de
política monetária). Na época muitos economistas diziam-se keynesianos (mas com
câmbio administrado) ou progressistas (na verdade defendiam a
irresponsabilidade fiscal e monetária = gaste à vontade e fixe a taxa básica
abaixo da adequada). Os primeiros economistas do regime militar eram
monetaristas liberais. Estabeleceram a independência do BC (que Delfin e Costa
e Silva eliminaram) e defendiam política fiscal responsável (que foi abandonada
por Costa e Silva), conseguindo o milagre econômico do governo Garrastazu
Médice (keynesiano nacional desenvolvimentista sem sustentação) e a seguir a
inflação e a crise cambial (Brasil deixou de honrar sua dívida, virou
insolvente).
Delfin evoluiu
seu saber de política monetária sem condenar seus erros passados (criticava os
erros presentes sem condenar os antigos), não fez o mea-culpa. Era uma
inteligência instigante e intrigante.
=======================================================