TAXA BÁSICA E INFLAÇÃO 2017.
AMBIENTE: da mesma maneira que em engenharia é necessário estudar o ambiente (solo, ventos, sol), em economia também o é (ambiente e conjuntura).
EXPANSÃO MONETÁRIA: nos países que não emitem moeda conversível (reserva) a expansão monetária acima do PIB potencial é causa de inflação.
NUNCA ACONTECEU UM PROCESSO INFLACIONÁRIO SEM EXPANSÃO MONETÁRIA E DEMANDA QUE O SUSTENTASSE. A EXPANSÃPO MONETÁRIA É CAUSA DE INFLAÇÃO DEPENDENDO DE CADA PAÍS (e da conjuntura dos mesmos). O que aprendemos é que a expansão monetária sozinha não provoca crescimento nem inflação em país que emite moeda reserva mundial (ela se espalha pelo mundo).
REGIME DE METAS DE INFLAÇÃO: no Brasil o regime de metas de inflação (o
tripé meta de inflação, superávit primário e câmbio flutuante) é de 01/06/1999.
ÓTIMO.
DEPRESSÃO E RECESSÃO: não existe depressão sem deflação (existe recessão
mais longa por não ser combatida corretamente). Existe recessão com inflação
ascendente e descendente (a descendente é o caminho para deflação e depressão).
O Japão não consegue fazer inflação com expansão monetária (nem com dívida
interna, já em 200% do PIB). Os japoneses acreditam e preferem a liquidez
imediata do Yen a outros ativos já valorizados (já perderam com várias bolhas
de ativos que não moeda). O risco de desvalorização é alto.
Os EUA não conseguiram fazer inflação com taxa básica zero e com as
operações de QE – quantitative easing – liquidez a juros baixos para os títulos
de LP, mas conseguiram evitar uma depressão (crise de 2007/2008 denominada de
subprime ou quebra do Lehman Brother, de solvência, liquidez e crédito). A
emissão da moeda meio de pagamento mundial permite importar do mundo todo sem
crise cambial, mas as commodities subiram. Formaram bolha que já furou (a crise
foi para os exportadores). O ouro subiu e caiu (a bolha furou). O dólar ainda é
atração nas crises (aversão a perdas maiores).
TAXA BÁSICA E INFLAÇÃO (aumentos e reduções):
a) taxa básica alta, mas abaixo da adequada piora a inflação, é
semelhante a altas doses de antibióticos, mas abaixo do necessário (piora a
infecção);
b) em um processo inflacionário (inflação ascendente) enquanto os
aumentos graduais da taxa básica não ultrapassarem o juro de equilíbrio
(neutro), a inflação e o aumento dos juros ocorrem simultaneamente;
c) após revertido o processo inflacionário a inflação e a taxa básica
(quedas graduais) caem simultaneamente;
d) um governo acreditado necessita de taxas básicas menores e por menos
tempo do que um desacreditado;
e) com superávits primários ou relação dívida PIB estável é mais fácil
reverter um processo inflacionário (inclusive as taxas de juros nominais de
mercado são mais baixas).
QUANDO O AUMENTO DA TAXA BÁSICA PODE PROVOCAR INFLAÇÃO?
Sabemos que a taxa básica deve ser elevada acima da taxa de equilíbrio
(neutra), mas o mínimo possível, até que o processo inflacionário inicie a
reversão de ascendente para descendente assim como a curva de juros nominal de
mercado.
Se o governo é desacreditado (causa de insegurança), exista uma relação
dívida PIB considerada alta (também causa de insegurança), acompanhada de
déficits fiscais primários (causa de processo ascendente da dívida) e a taxa
básica acima da de equilíbrio (no Brasil o DI 360, nos EUA a taxa de 2 ou de 5
anos) não conseguir reverter as expectativas de inflação e a curva de juro
nominal de mercado, significa que o mercado espera que a dívida será paga
através de emissão de moeda (de inflação). Neste caso não adianta utilizar a
taxa básica.
Claro que uma política fiscal superavitária evita processo
inflacionário, mas sabemos que não existe processo inflacionário sem política
fiscal considerada irresponsável pelo mercado.
MAG 02/2017.
J. M. KEYNES: “Não existe meio mais sutil e mais seguro de subverter a
base existente da sociedade do que pela desmoralização da moeda.” "Os
regimes autoritários contemporâneos parecem resolver o problema do emprego à
custa da eficiência e da liberdade."
LÊNIN: “A melhor maneira de destruir um sistema capitalista é destruir a
sua moeda.”