terça-feira, 17 de julho de 2018

A NOVA GEOGRAFIA POLÍTICA MUNDIAL.


A NOVA GEOGRAFIA POLÍTICA MUNDIAL.

A geografia política mundial que era dividida entre mundo CAPITALISTA (economias de mercado) e COMUNISTA (economias de planejamento centralizado), resumia-se na disputa entre a URSS (Rússia, seus satélites e sustentados) e EUA e Europa Ocidental (OTAN), mudou totalmente. A URSS acabou juntamente com o comunismo (sobrou a Rússia e repúblicas que formavam a URSS), a China transformou-se em uma economia de mercado vibrante (em rápida organização e adaptação à liberdade das economias de mercado), apesar de ainda adotar o nome comunismo para justificar o governo autoritário e centralizador do poder (é uma elite burocrática enorme, corrupta e cara). A Rússia no início do desmantelamento do poder centralizador comunista, liberalizou desorganizadamente a economia e o poder político. A desorganização foi muito grande e prejudicial. Foi Putin e seu grupo que conseguiram através de algum autoritarismo dar segurança e credibilidade ao regime sem abandonar a economia de mercado e a democracia. Sobrou o poder atômico e militar (o segundo maior do mundo) e uma economia com PIB semelhante ao do Brasil (relativamente pequena). Os comunistas ainda existem, mas são pequena parte do eleitorado (mas muito ativos).

Os EUA a UE e a OTAM. Os EUA suportam os maiores custos de manutenção e operacionais da OTAN, agora desnecessária, pois o perigo comunista da URSS não existe mais. A Alemanha financia um gasoduto para importar petróleo e gás da Rússia (2/3 do consumo alemão). Como exigir que os EUA suportem quase sozinhos os gastos da OTAN? Os EUA têm um déficit comercial com a Alemanha enorme, com o mundo insustentável (US$ 500 bi. ano, com a China superior a US$ 300 bi. ano). Os EUA cobram 2% para importar automóveis da China e ela cobra 25% dos EUA. Trump tenta mudar estas condições comerciais para algo mais justo. É atacado pelo PD e pela mídia democrata acompanhada pela midiopatia (mistura de mídia apaixonada leigopata e bobopatas) socialista enrustida nos meios de comunicação do mundo (no Brasil defendem com a maior cara de pau políticos legalmente condenados por corrupção e lavagem de dinheiro). Não analisam racionalmente nada, apenas torcem e distorcem (sem querer defender Trump, apenas desejoso de ler análises minimamente razoáveis e aceitáveis). Até analistas da linha liberal (em economia) atacaram a redução tributária feita por Trump e PR (que irá afetar o mundo todo).     

O SOCIALISMO (COMUNISMO) NO MUNDO: com a queda do comunismo na URSS e China (sobrou Cuba que não consegue sustentar-se e a Coreia do Norte que mantém a maioria do povo na miséria comparando com a Coreia do Sul) os adeptos do socialismo no resto do mundo (a maioria na mídia dos EUA e Europa) passaram a criticar os líderes liberais (adeptos da economia de mercado). Nos EUA o PR denomina-se conservador, apesar de ser liberal em economia (o PD é liberal em costumes e estatizante em economia, com o viés socialista começando a liderar o partido. Na verdade são populistas demagogos). Trump passou a ser o alvo preferido pela crítica (sem entrar nas desrespeitosas análises leigopatas e picaretas do perfil psicológico do presidente americano. Vergonhosas canalhices repetidas na mídia, inclusive por analistas liberais em economia). É esta vertente socialista que aflora nos EUA que assusta os liberais do mundo (adeptos da economia de mercado, não confundir com os socialistas que estão dominando o PD dos EUA) que não se deixam enganar e ser levados por esta onda de idiopatia que está tomando conta da mídia mundial. Os bobopatas (massa de manobra que sempre existiu e existirá) mudam de lado conforme a mídia quer.      

OS EUA E A RÚSSIA: não existe motivo para que os países não sejam amigos e colaboradores. A geografia política mundial daqui para a frente terá cada vez mais um viés com preponderância econômica (comercial). 07/2018

domingo, 15 de julho de 2018

PLANEJAMENTO EMPRESARIAL: ESTRATÉGICO - ORGANIZACIONAL - ORÇAMENTÁRIO.




II - PLANEJAMENTO EMPRESARIAL: ESTRATÉGICO - ORGANIZACIONAL - ORÇAMENTÁRIO.
PLANEJAMENTO EMPRESARIAL
É um processo de estudo que antecipa as Estratégias, a Estrutura Organizacional e Orçamentária, definindo Diretrizes e Agentes Responsáveis por Decisões e Ações, bem como os recursos necessários a sua consecução.
PREVISÃO
É um estudo que procura prever o futuro, mas o agente responsável pela previsão não tenta influenciá-lo.
CONTROLE
É o sistema através do qual os gerentes verificam se a organização seguirá os planos (as políticas, normas e procedimentos) e os processos estabelecidos (itens de verificação, itens de controle).
PLANEJAMENTO - PRINCÍPIOS:
1 - CONHECIMENTO DO PASSADO, DO PRESENTE E VISÃO DO FUTURO.
2 - PERMANENTE E CONTÍNUO (Revisões)
3 - RACIONALIDADE - (Análises de custos e benefícios, pontos positivos e negativos, conhecer técnicas).
4 - RESPONSABILIDADES - (Agentes e funções definidas com clareza).
5 - RECURSOS - TEMPO - FATORES DE PRODUÇÃO
6 - AGENTES (Conhecer - estudar)
Externos - Clientes, Fornecedores, Sindicatos, Concorrentes, Governo, Mercado de Capitais, Mercado Financeiro, Cenários.
Internos - Trabalho (Direção, Gerência, Operações), Clientes Internos, Acionistas.
7 - NOVO (OLHOS ABERTOS PARA AS TENDÊNCIAS DO MERCADO) - Novidades tecnológicas, vontade dos consumidores, evolução dos princípios morais da Sociedade.
8 - DIRETRIZES - Conjunto de instruções (regras e normas) do Planejamento Estratégico, a direcionarem as ações e os relacionamentos corporativos, societários e gerenciais (Indicações, Alinhamento).
8.1 - Diretrizes Corporativas - Visão, Missão, Crenças e Valores, Áreas de Negócios, Objetivos Estratégicos, Diretrizes Estratégicas Internas, Ações Estratégicas.
8.2 - Diretrizes Societárias - Estatuto, Acordo de Acionistas, Norma de Conduta, Código de Ética, etc.
8.3 - Diretrizes Gerenciais - Financeiras, Marketing, Recursos Humanos, Administrativas, Operacionais, etc.
9 - HIERARQUIA DOS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

III - PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO (FÍSICO E FINANCEIRO):
1 - CONCEITO
Orçamento é um processo de "Planejamento" que fundamenta-se no Planejamento Estratégico (Diretrizes e Objetivos), para determinar as "Atividades e os Recursos" necessários a sua consecução.
2 - CENTROS DE RESPONSABILIDADE
O Orçamento, fixando centros de responsabilidade (separando-se os custos controláveis), permite expor os objetivos da Cia., em termos de pessoas responsáveis por sua execução, definindo com clareza, os gerentes responsáveis por contas de receitas e custos.
3 - METAS ORÇAMENTÁRIAS
Devem ser razoavelmente atingíveis, não tão elevadas que causem frustrações, nem tão baixas que estimulem a complacência.
4 - CONCEITO DE COMPROMISSO (OBJETIVOS - DIRETRIZES)
O Orçamento deve ser encarado como uma espécie de contrato ou compromisso recíproco entre a Administração, os Gerentes e os Supervisores.
5 - ORÇAMENTO COMO UM DISPOSITIVO DE COMUNICAÇÃO
Os planos e objetivos de uma administração não serão alcançados, a menos que a organização os entenda e participe de sua execução.
6 - ORÇAMENTO COMO UM PADRÃO
Se bem preparado, é o melhor padrão possível para medir o real desempenho dos CENTROS DE RESPONSABILIDADE e da organização.
7 - ORÇAMENTO E ADMINISTRAÇÃO
O plano orçamentário não elimina a Administração, nem lhe toma o lugar, apenas indica os objetivos a serem atingidos.
8 - ORÇAMENTO IMPLANTAÇÃO
A implantação é morosa e leva tempo. A Administração não deve esperar grandes resultados cedo demais. O plano orçamentário deve ser vendido aos responsáveis, e, estes devem ser motivados, guiados e treinados nos passos, métodos e propósitos fundamentais do SISTEMA ORÇAMENTÁRIO.
9 - PLANO DE CONTAS
O Orçamento deve obedecer ao Plano de Contas utilizado pela organização para facilidade de entendimento, confrontação entre o orçado e o real, e apresentação gráfica uniforme.


PUBLICAÇÕES - RESUMOS: PENSAMENTO LIBERAL, TRABALHO PRODUTIVO E IMPRODUTIVO , INVESTIMENTO PRODUTIVO E IMPRODUTIVO, CAPITALISMO X COMUNISMO. EXPERIÊNCIAS OCORRIDAS:



PENSAMENTO LIBERAL

      1)   LIBERAIS DEFENDEM QUE O PODER É DA LEI E NÃO DA AUTORIDADE (as normas devem limitar o poder discricionário das autoridades).
      2)   LIBERAIS DEFENDEM BC E O MONOPÓLIO NA EMISSÃO DA MOEDA (ECONOMIA MONETÁRIA). LIBERTÁRIOS SÃO CONTRA.
     3)      LIBERAIS DEFENDEM REGULAMENTOS PARA LIMITAR O PODER DISCRICIONÁRIO. OS LIBERTÁRIOS CONDENAM OS REGULAMENTOS.
     4)   OS LIBERAIS DEFENDEM A CONCORRÊNCIA (e normas para defende-la). OS LIBERTÁRIOS DEFENDEM A LIVRE CONCORRÊNCIA.
     5)      LIBERAIS: A CONCORRÊNCIA É CONDIÇÃO NECESSÁRIA  AO CRESCIMENTO SUSTENTADO E À MELHORIA CONTÍNUA.
     6)      LIBERAIS MONETARISTAS: O PODER AQUISITIVO DA MOEDA É CONDIÇÃO NECESSÁRIA, MAS NÃO O SUFICIENTE, PARA O CRESCIMENTO SUSTENTADO.
     7)      LIBERAIS: OS GASTOS IMPRODUTIVOS DEVEM SE LIMITAR AOS NECESSÁRIOS E SER O MENOR POSSÍVEL.
     8)      LIBERAIS: A REGULAMENTAÇÃO DEVE DEFENDER A CONCORRÊNCIA E LIMITAR O PODER DISCRICIONÁRIO DAS AUTORIDADES.
     9)      CRIAR DIFICULDADES PARA VENDER FACILIDADES. LIBERAIS: FUNCIONA SEM REGULAMENTO? NÃO REGULAMENTE.

3 - TRABALHO PRODUTIVO E IMPRODUTIVO 

3.1) Trabalho Necessário (Produtivo): É o que atende às necessidades ou desejos dos consumidores.
Divide-se, segundo o seu produto, em:
Bens Materiais
a) Benéficos - Alimentos, remédios, roupas, automóveis, etc.
b) Não Benéficos - Fumo, bebidas, drogas, armas, etc.
Não Materiais - Educação, saúde, diversão, informação, tecnologia, polícia, justiça, forças armadas, etc.
3.2) Trabalho não Necessário (Improdutivo):
Não atende desejos e necessidades dos consumidores.
Ex.: Excessos de funcionalismo público, de forças armadas, de burocracias nas empresas, etc.
Grande Mal - Ficando com o tempo livre, adquire força como grupo de pressão e de influência (formando corporações poderosas), confundindo-se com os trabalhadores necessários. Recebendo renda, aumentam o consumo (procura), não produzindo bens (oferta) que atendam às necessidades ou desejos dos consumidores, são INFLACIONÁRIOS.

4) INVESTIMENTO PRODUTIVO E IMPRODUTIVO:
INVESTIMENTO PRODUTIVO: fábricas, estradas, portos, energia, etc.
INVESTIMENTO IMPRODUTIVO (não significa que é desnecessário): estádios, casas residenciais, etc.

 CAPITALISMO X COMUNISMO. EXPERIÊNCIAS OCORRIDAS:

a) Alemanhas - A Capitalista reergueu-se da guerra como uma das mais ricas economias do mundo. A Comunista não conseguiu aproveitar a competência dos alemães. Produzia produtos desatualizados, ecologicamente desaconselháveis, enfim foi engolida pela Alemanha Capitalista como os parentes pobres.
b) Coreias - A Capitalista tornou-se uma economia dinâmica, com produtos exportados para todo o mundo. Enfim um PIB muitas vezes maior do que o da Coréia Comunista (pobre).
c) Chinas - Hong Kong e Formosa cresceram muito mais do que a China Continental Comunista, que acabou optando por uma economia de mercado como solução para amenizar a pobreza de seu povo.
d) Cuba - Enquanto recebia ajuda da URSS conseguiu sobreviver. Mas é impressionante a má relação ajuda externa e benefícios conseguidos. A ajuda anual da URSS era de aproximadamente 50% do PIB de Cuba. Uma experiência fracassada e frustrante, apesar da propaganda em contrário.
e) Europa Oriental - A comparação da Europa ocidental com a Europa oriental (desenvolvimento econômico, qualidade dos produtos, nível de vida, poluição, etc.) foi fatal para o regime econômico comunista. Continuar com o Comunismo seria a opção pela pobreza e falta de liberdade.
f) URSS- O período das ditaduras comunistas (cortina de ferro) escondeu a pobreza do povo soviético, mas o avanço dos meios de comunicação (transporte, turismo, televisão, etc.) mostrou a realidade (a URSS apesar das riquezas naturais não conseguiu elevar o nível de vida de sua população). No início do abandono do comunismo praticou um capitalismo selvagem (está se adequando rapidamente a uma aceitável economia de mercado).
Kruschev liquidou o comunismo quando escreveu: "QUE DROGA DE COMUNISMO BOM QUE É ESTE QUE PRATICAMOS SE TODOS QUEREM FUGIR DELE. SE FOSSE BOM TODOS ESTARIAM QUERENDO FUGIR PARA CÁ." FOI A SENTENÇA DE MORTE DO COMUNISMO.


quarta-feira, 4 de julho de 2018

A MOEDA - RESUMO HISTÓRICO



A MOEDA - RESUMO HISTÓRICO 07/18

1) NO INÍCIO AS TROCAS DIRETAS (ESCAMBO): as sociedades e economias rudimentares utilizavam as trocas diretas como meio de circulação dos produtos. Com o desenvolvimento das relações comerciais e a divisão do trabalho algumas mercadorias passaram a ser utilizadas como moeda.

2) MERCADORIA MOEDA: mercadorias mais comercializáveis, mais fáceis de estocar e de transportar, passaram a ser utilizadas como moeda de troca (o sal, o trigo, o gado, etc.). Como eram ao mesmo tempo um bem de consumo e de troca, ficavam comprometidas como reserva de valor e instrumento de troca. Produtos com mais durabilidade e facilidade de transporte passaram a ser os preferidos como instrumento de trocas e de reserva (os metais).

3) MOEDA METÁLICA: o ouro e a prata passaram a ser os metais preferidos por suas qualidades atenderem as funções de reserva de valor e de instrumento de trocas. Comerciantes mais ricos e que adquiriram CONFIANÇA do mercado, passaram a emitir certificados de depósitos de ouro ou de prata, para evitar o risco e a dificuldade do transporte. Daí nasceram as casas de Custódia, que armazenavam o ouro ou a prata e emitiam os Certificados de Depósitos, mais cômodos e seguros. Estes certificados passaram a circular no lugar dos metais. O poder de compra da moeda metálica, ouro ou prata, variava diretamente com o valor de mercado dos metais. As descobertas de novas minas influenciavam o valor dos metais no mercado (e o poder de compra das moedas).

3.1) BIMETALISMO E MONOMETALISMO: quando os governos passaram a fixar o poder de compra das moedas, ouro e prata, obedecendo a uma relação fixa (Inglaterra em 1717, USA 1787) independente do valor dos metais no mercado, a moeda cujo metal valorizava em relação ao outro sumia de circulação (todos só pagavam com a moeda cujo metal estava desvalorizado em relação ao outro). Principalmente por este motivo, em 1816 a Inglaterra adotou o padrão ouro, e os USA em 1873 (formal em 1879). Milton Friedman argumentou que a adoção do monometalismo (ouro) nos USA, devido à valorização e à escassez do ouro em relação à prata foi um crime contra a economia. Seu argumento era de que se a prata não tivesse sido abandonada a quantidade de moeda em circulação teria crescido muito mais do que com o padrão ouro (mais escasso). O descasamento do ritmo de crescimento econômico com a quantidade ofertada de moeda padrão ouro fez ocorrer deflação, o que gerava insatisfação (ao que denominou de ilusão monetária = a atenção é maior para os preços nominais do que para os reais). A deflação desagradava mais aos produtores (era mais visível nos poucos produtos que vendia), do que agradava aos consumidores (a atenção era dispersa em vários produtos). Já a inflação moderada (o aumento dos preços agrada aos vendedores e por ser disperso e pequeno desagrada pouco aos consumidores) provoca a sensação de bem estar, e a deflação, mesmo que moderada, causa uma sensação de desagrado. 

4) MOEDA-PAPEL: os certificados emitidos pelas casas de custódia passaram a ser considerados como uma moeda-papel. Os donos das casas de custódia, com o tempo, verificaram que um saldo do estoque de moedas (ouro e prata) sempre ficava ocioso (apesar da movimentação de novos depósitos e saques).

5) PAPEL MOEDA, MOEDA FIDUCIÁRIA: os depósitos de ouro que ficavam ociosos em estoque nas Casas de Custódia permitiram que estas emitissem certificados não lastreados ou parcialmente lastreados, sendo que sua circulação e aceitação dependiam da CONFIANÇA da casa emissora do certificado, dando início ao que seria no futuro o papel moeda com emissão monopolizada pelos governos. Como vemos os primeiros certificados eram 100% lastreados em metal.

6) PAPEL MOEDA MONOPÓLIO DOS GOVERNOS; com o tempo os governos se viram obrigados a controlar e fiscalizar as casas de custódia (primeiros bancos).  O monopólio de emissão de moedas pelos governos foi uma evolução natural. A evolução na tecnologia na fabricação do papel moeda (início do século XIX), evitando falsificações, foi fator importante e preponderante no abandono da moeda metálica ouro para o papel moeda padrão ouro. No início as moedas emitidas pelos governos eram parcialmente conversíveis. A última moeda importante parcialmente conversível foi o dólar americano, que abandonou o padrão ouro em 1971.

7) MOEDA ESCRITURAL, CONTÁBIL OU BANCÁRIA: com a evolução e o desenvolvimento do sistema financeiro, do crescimento dos depósitos e dos empréstimos, foi sendo aumentada a circulação e a quantidade da moeda escritural, movimentada por meio de cheques e de ordens de pagamentos (hoje transações eletrônicas). Verificou-se que os depósitos criam condições de empréstimos, que criam novos depósitos, que criam novos empréstimos, sucessivamente. Os governos verificaram a necessidade de regulamentar o sistema bancário, com normas prudenciais, limites de criação de moeda escritural (capital x empréstimos) e a atividade passou a ser concedida ou autorizada e regulamentada pelos governos.

8) O BANCO CENTRAL (A AUTORIDADE MONETÁRIA); o monopólio da emissão de moeda, a necessidade de controle e fiscalização dos bancos e do meio circulante fez surgir, como evolução natural, o que hoje entendemos por Banco Central (século XIX). Podemos considerar o Banco da Inglaterra como o primeiro banco central do mundo. Foi uma evolução natural, depositário das reservas do sistema bancário, compensação das operações dos outros bancos, emprestador de última instância (redesconto). Na América Latina, o Banco do Uruguai, foi o que podemos considerar como primeiro Banco Central da região (1896). A separação do Banco Central com a execução orçamentária de receita e despesa dos governos (orçamento fiscal) é uma conquista que veio aos poucos e está ainda em implantação em muitos países. A autonomia ou independência do BC é assunto que ainda provoca contraditórios, mas é uma necessidade e evolução natural. As funções modernas dos bancos centrais são:
a) emissão de moeda e controle do meio circulante;
b) redesconto (empréstimos a instituições financeiras);
c) regular a oferta da moeda através da taxa básica de juros (compra de títulos do governo) e do compulsório (medida também prudencial);
d) banco do governo (caixa do tesouro nacional) e dos bancos;
e) regulamentar, supervisionar e fiscalizar o sistema financeiro nacional, inclusive conceder autorização para o funcionamento de bancos;
f) administrar o sistema de pagamentos e o meio circulante;
g) administrar as reservas (em moedas, títulos e ouro);
h) executar a política cambial, incluindo o movimento de capitais.
Resumindo, podemos definir a missão do Banco Central como: Assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e a solidez do sistema financeiro.     

9) O BANCO CENTRAL DO BRASIL: foi criado pela lei 4.595 de 31/12/1964 (governo revolucionário), denominada lei da reforma bancária (em substituição à SUMOC, criada em 1945), juntamente com o CMN (Conselho Monetário Nacional). O Banco Central do Brasil exerce a função de banqueiro do governo (conta única do Tesouro Nacional). A política monetária, atualmente, obedece ao sistema de Metas para a Inflação (SMPI). A meta é estabelecida pelo CMN como objetivo a ser alcançado pelo BC e pelo COPOM, Comitê de Política Monetária do BC, que buscam influenciar as expectativas dos agentes econômicos, utilizando como ferramentas, a taxa básica de juros (acima ou abaixo da taxa neutra, conforme a conjuntura), depósito compulsório, IOF, normas, atas, relatórios e comunicados.

NOVA REDAÇÃO DO ITEM 10. 
10) AS DESVALORIZAÇÕES DAS PRINCIPAIS MOEDAS DESDE A ANTIGUIDADE (SEMELHANTE A UMA MORATÓRIA MODERNA).

As moedas metálicas tinham o seu valor baseado no seu peso e pureza (ouro, prata).
Os romanos para financiar suas guerras de conquistas reduziam o peso e a pureza do ouro contido nas moedas (era um tipo de inflação ou desvalorização da moeda).
Os governos imperiais e monárquicos achavam-se no direito de falsificar a moeda da mesma maneira que os romanos.
Nos tempos mais contemporâneos muitas nações deixaram de honrar o compromisso com sua moeda.
Podemos enumerar os prejuízos (tipo de moratória ou quebra) que deram:
a) a Inglaterra deixou de honrar a conversibilidade da Libra esterlina em ouro na primeira guerra mundial. Após a guerra, em 1925, retornou para a conversibilidade à paridade de antes da guerra. Foi semelhante a um tiro no peito;
b) em 1931 a França resolveu transformar toda a sua reserva em ouro. A Inglaterra não tendo como honrar suspendeu a conversibilidade da Libra esterlina (foi o início do fim da Libra como moeda reserva mundial); 
c) em 1944, na conferência de Bretton Woods, os USA comprometeram-se a garantir a conversibilidade do dólar em ouro ao preço de US$35,00 por onça-troy. Em 1968 os USA estabeleceu dois preços para o ouro, um oficial apenas para os bancos centrais, outro livre para outros agentes econômicos (foi o início do cano);
d) o caso Alemão 1948: Sexta-feira, 18 de junho de 1948. Os alemães (e o mundo) ouviram no rádio: "A primeira lei da reforma do sistema financeiro alemão foi anunciada pelos governos militares do Reino Unido, Estados Unidos e França, a entrar em vigor em 20 de junho de 1948. A moeda alemã válida até hoje será tirada de circulação por essa lei. O novo dinheiro se chamará marco alemão".  As pessoas do mundo inteiro que haviam comprado marco alemão antigo e guardado, confiando na capacidade alemã de soerguer, perderam tudo (foi uma espécie de cano).
e) US$ PADRÃO OURO: em 15/08/1971 os USA abandonam totalmente a conversibilidade do dólar em ouro. Em março de 1973 os países industrializados abandonam a paridade fixa com o dólar, deixando suas moedas flutuarem em relação ao mesmo enterrando de vez o sistema de Bretton Woods (o ouro passa a ser considerado uma mercadoria como as outras).
f) O EURO: em 1979 os principais países da Europa decidiram criar um sistema monetário regional (o EURO). Nasce como moeda em 01/01/2002 (como moeda escritural em 01/01/1999). O ouro chegou a valer mais de US$800,00 (1980), caindo para US$300,00 em 1985 (as negociações ou especulações como alguns definem alcançaram uma intensidade de movimentação imprevisível). Em 2002 US$348,00, 2003 US$438,40, em 2012 US$1675,80, em 10/2013 US$ 1323,70. Na primeira década do século 21 o dólar passa a ter circulação muito maior do que a economia dos USA  (na verdade os USA passam a viver de emitir moeda);
g) O FIM DO CÂMBIO FIXO: o regime de câmbio fixo só se justificaria se o dólar fosse conversível em ouro a uma paridade fixa (Bretton Woods). Se o dólar é apenas uma moeda escritural, seu valor dependerá da política monetária e da economia americana (a capacidade dos USA oferecer alguma riqueza real em troca dos dólares). O capital (direitos de receber dividendos, juros, retorno de capitais investidos no exterior) de residentes nos USA no exterior deve ser considerado nesta análise.  
h) A VANTAGEM DE QUEM EMITE A MOEDA RESERVA MUNDIAL: tem as menores taxas de juros do mundo. Quanto mais emite (monetiza) maior é a procura por seus títulos (aversão ao risco dos outros países) e menores as taxas de juros para seus títulos (são os mais seguros). Podem comprar e investir (fatores de produção) à vontade no exterior (a contrapartida são juros e lucros, além do poder da propriedade). Pode suportar déficits em Transações Correntes com o exterior por anos, assim como na política fiscal. O mundo fica a seus pés. marco aurélio garcia, 03/2011.

ADENDO SOBRE O MONETARISMO: pensamento econômico que afirma que a estabilidade do poder de compra da moeda é condição necessária, mas não o suficiente, para que ocorra o crescimento sustentado.
Recomenda para o controle da inflação:
a) a utilização da taxa básica de juros como a ferramenta mais poderosa para adequar e harmonizar a velocidade de crescimento da oferta e da demanda, controlar a liquidez e o volume de crédito. Fixar acima da taxa neutra ou estrutural, quando ocorre inflação ascendente, abaixo quando a inflação está controlada e a tendência de crescimento não ocorre;
b) o controle da dívida pública (se alta através de superávits primários);
c)  o crescimento da liquidez constante (entre 3% e 5% para não causar inseguranças e imprevisibilidades) e em harmonia com o crescimento econômico.
marco aurélio garcia, 03/2011.



A REFORMA MONETÁRIA FEITA PELOS ALIADOS (EUA, RU e FRANÇA) NA ALEMANHA.

20/06/1948: EUA, RU e França uniram suas zonas de ocupação e decidiram implantar uma reforma monetária e criar um estado provisório sob seu controle. Um mês depois, cada cidadão alemão pôde trocar 40 Reichsmark (a moeda antiga de 1924) por 40 unidades da nova moeda introduzida pelos aliados: o marco alemão (Deutsche Mark, ou DM). Para empresários e autônomos, a relação de troca era mais favorável. Em 18/06/1948, sexta feira, RU, EUA e França anunciaram a lei da reforma do sistema financeiro alemão que entraria em em vigor em 20/06/1948. O novo dinheiro foi distribuído nos guichês (10 bilhões, 701 milhões e 720 mil marcos alemães - Deutsche Mark), onde as pessoas apanhavam as senhas para adquirir alimentos. Cada cidadão alemão recebeu 40 marcos, e 20 marcos um mês depois. Todos eram igualmente ricos ou pobres. O plano foi um sucesso. As mercadorias apareceram e os preços foram sendo estabelecidos pelo mercado. As exportações subiram, pois a moeda era desvalorizada em relação a outras. Muitas indústrias não haviam sido destruídas e foram reativadas. O PIB subiu rapidamente.

O Milagre econômico. O milagre econômico gerado pela reforma monetária se deveu às potências aliadas de ocupação, mas também a Ludwig Erhard, diretor de economia. Declarou a invalidez da senha de racionamento simultaneamente à reforma monetária. Enquanto a escassez na Europa era administrada com economia planificada, Erhard apostava nas forças do livre mercado. Em meio à escassez, os preços deveriam estimular a produção para garantir o abastecimento de mercadorias. Os críticos prognosticaram o fracasso da política de Erhard, que mais tarde foi ministro da Economia e tornou-se o segundo chanceler federal alemão do pós-guerra. Sua estratégia funcionou. A economia alemã cresceu de 10% a 12% por trimestre, com taxas moderadas de inflação e produção crescente. Isso dava margem para aumento de salários e novo poder aquisitivo. No final dos anos 60, já havia emprego pleno na Alemanha. Entre as explicações para o milagre da abundância: as empresas produziram muito para o "dia D", mas retiveram suas mercadorias, a fim de não receber a velha moeda sem valor algum e sim a nova. Todos os estrangeiros (inclusive os alemães orientais que apostavam na moeda antiga) perderam tudo (inclusive brasileiros, imigrantes que confiavam na recuperação alemã). Foi mais ou menos um cano.




domingo, 24 de junho de 2018

CAGED - CADASTRO GERAL DE EMPREGADOS E DESEMPREGADOS (ADMITIDOS E DEMITIDOS). 2013 a 05/2018.




CAGED - CADASTRO GERAL DE EMPREGADOS E DESEMPREGADOS (ADMITIDOS E DEMITIDOS).  2013 a 05/2018.

ANO
ADM.
DEM.
SALDO
2013
22.092.164
20974993
1.117.171
2014
21.759.070
21368062
391.008
2015
17.763.119
19316072
-1.552.953
2016
14.738.646
16.060.640
-1.321.994
2017
14.635.899
14.656.731
-20832
Acum. 05/18
6.660.601
6.279.435
381.166
12 meses
14.990.438
14.705.563
284.875

Fonte: MT CAGED. DILMA AFASTADA EM 20/06/2016; IMPEACHMENT 31/08/2016.

 ABRIL + 115.898; EM MAIO + 33.659.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

TENTANDO EXPLICAR COMO AGE A TAXA BÁSICA - SELIC - NO CONTROLE DA INFLAÇÃO.



TENTANDO EXPLICAR COMO AGE A TAXA BÁSICA NO CONTROLE DA INFLAÇÃO.

A taxa básica de juro (no Brasil Selic) é estabelecida pelo BC, a cada 45 dias, para pagar aos bancos por suas sobras de caixa. O roteiro é o a seguir:

     a)    o TN (tesouro nacional) vende títulos no mercado para financiar seu caixa (déficits). Os bancos (e outros) compram e os mantêm como ativo para garantir as aplicações de seus clientes, juntamente com os créditos dos empréstimos que fazem;

     b)    o TN emite títulos corrigidos por Selic, taxa fixa e taxa fixa mais IPCA com vários prazos. Maior a estabilidade e segurança maiores os prazos e menores os juros;

     c)    faltando dinheiro em caixa os bancos recorrem ao BC em última instância (o BC empresta a uma taxa superior à Selic) dando em garantia seus títulos do TN. Sobrando recursos em caixa os bancos aplicam no BC à taxa Selic (que vende os títulos do TN que mantem em estoque por 1 dia ou mais);

     d)    a taxa Selic serve como base para os bancos pagarem a seus clientes (custo das captações);

     e)    antes de recorrer ao BC para falta de caixa os bancos recorrem um ao outro e formam o mercado de CDIS (certificado de depósitos interbancários) que acompanham a Selic (compra e venda de títulos do TN);

     f)     os aplicadores podem ser classificados em: conservadores, moderados e arrojados. A maioria se classifica como conservadora (mais segurança) e aplica em Caderneta de Poupança ou CDB (certificado de depósito bancário corrigidos por um percentual do CDI, com liquidez). Se a economia estiver mais estável e segura, com pouca volatilidade, as aplicações por prazo fixo mais longas passam a ser mais procuradas. Os juros pagos diariamente, entre as partes, para compra e venda de títulos do TN formam a curva de juros. A análise da curva de juros no dia a dia (a tendência e volumes) é uma variável importante no estabelecimento da política monetária e fixação da taxa Selic.

E como age a Selic no controle do processo inflacionário?

     a)    a fixação da Selic tem por objetivo controlar o processo inflacionário para que a mesma fique em torno da meta fixada. No Brasil a meta atual é de 4,5% + ou – 1,5% (3% a 6%);

     b)    o BC para fixar a Selic faz análises de dados do passado, do momento e projeções, além de aspectos políticos internos e externos;

     c)    os agentes econômicos que têm renda (do trabalho, juros, lucros e outras) e poupança fazem a comparação entre os juros oferecidos pelo mercado (no nosso caso a Selic é a base), ex-ante, e a projeção de inflação. Se a Selic estiver acima da projeção de inflação ele pode postecipar o consumo e os investimentos, se estiver abaixo ele antecipa e permite que se pressionem os preços. A diferença entre os juros aplicados, ex-ante, e a inflação ocorrida é o que denominam de juros reais ex-post. Se negativos pressionam o processo inflacionário;

     d)    a taxa de juros também é variável importante na política cambial. Se menor do que a taxa de juro do dólar acontece fuga de capitais e desvalorização da moeda local e influencia a inflação. MAG 06/2016

quarta-feira, 13 de junho de 2018

POLÍTICA MONETÁRIA PREVENTIVA E TEMPESTIVA: QUANDO APLICAR E EFEITOS SOBRE O CÂMBIO.


POLÍTICA MONETÁRIA PREVENTIVA E TEMPESTIVA: QUANDO APLICAR E EFEITOS SOBRE O CÂMBIO.

A taxa básica está para a política monetária semelhante aos antibióticos para as infecções. Dose abaixo da adequada agrava o quadro infeccioso. Taxa básica de juro abaixo da adequada agrava o processo inflacionário e aumenta a volatilidade, podendo afetar até o câmbio, se agravada com alguma outra percepção de insegurança. Dose de antibiótico acima da adequada elimina a infecção, mas provoca efeitos colaterais acima dos que seriam considerados normais. Taxa básica de juro acima da adequada reverte o processo inflacionário com mais rapidez, mas com um custo de redução das atividades acima do necessário, apesar de por um tempo menor. Como o mercado informa que a taxa básica está abaixo da adequada? A percepção de inflação aumenta e os juros nominais de mercado de longo prazo aumentam. A curva de juros nominal de mercado fica mais ascendente. Num segundo momento o TN só conseguirá vender títulos atrelados (corrigidos) à taxa básica (no Brasil Selic) com deságios (significa aumento da taxa de juro). Os bancos só conseguem captar oferecendo percentual acima dos CDIs. Neste momento existe oferta de até 127% acima dos CDIs.  O primeiro aviso de retorno do processo inflacionário começou em setembro/2017 com o IGPM subindo muito acima da meta de inflação. Sabemos que o IGPM é influenciado pelo câmbio e é uma antecipação dos preços aos consumidores, IPCs. Claro que o câmbio não subiu apenas pela Selic, outros fatores também influenciaram (inclusive externos), mas ela foi uma variável importante. Porquê? O dólar pagando acima de 3% e a taxa básica pelo critério SELIC – IRF – IGPM = NEGATIVO é variável significativa (o fato de ser controlável pelo BC coloca em dúvida a política). Vejam a tabela abaixo (em vermelho acima da meta de inflação de 4,5% a.a. = 0,367% a.m.):

IGPM (meta 0,367 a.m)

Jan.
Fev.
Mar.
Abr.
Mai.
Jun.
Jul.
Ago.
Set.
Out.
Nov.
Dez.
2017








0,47
0,20
0,52
0,89
2018
0,76
0,07
0,64
0,57
1,38








O dólar iria explodir (política monetária frouxa pelo critério preventivo). O BC está vendendo swaps cambiais (terá prejuízo). Registre-se que desde 2013 o FLUXO CAMBIAL FINANCEIRO ESTÁ NEGATIVO.
Neste momento o Fed (BC dos EUA) está praticando uma política monetária PREVENTIVA (acaba de subir sua taxa para 2%).  Com a redução dos impostos é uma atração de capitais.
O BCB está praticando uma política monetária tempestiva (na verdade arriscada), pois os primeiros sinais de retorno da inflação começaram NO ANO PASSADO (set.).
E A SELIC AUMENTA O CUSTO PARA O TN?
a) como os juros de LP deixam de subir e até começam a cair reduz o custo de captação;
 b) a necessidade de perdas com swaps fica menor;
c) não será necessário pagar acima de Selic para captar;  
d) o custo de manutenção do estoque da dívida selicada ficará maior;
e) os ganhos com a inflação deverão ser comparados com as perdas.
QUAL A POLÍTICA MONETÁRIA CORRETA PARA O MOMENTO? Taxa básica e swaps. 13/06/2018

Se a percepção de que o futuro governo não terá compromisso com as necessárias reformas, com a meta de redução dos déficits primários e ou capacidade de cumprir o teto dos gastos públicos, a política monetária através da taxa básica deverá perder sua potencialidade ou mesmo ficará sem efeitos (ou terá efeitos negativos).   
Se um candidato considerado competente e compromissado com as reformas e com a redução dos déficits primários assumir a liderança das pesquisas presidenciais, o Real valoriza, os juros caem e a percepção de crescimento aumenta (e investimentos). MAG 05/2018