sábado, 27 de maio de 2017

TEORIA ECONÔMICA (ANÁLISES, CENÁRIOS E PLANOS) E GOVERNO TEMER.



TEORIA ECONÔMICA (ANÁLISES, CENÁRIOS E PLANOS) E GOVERNO TEMER.

O estudo da TEORIA ECONÔMICA considera as condições básicas:
     1)    Ambiente (país);
     2)    Agentes (pessoas);
     3)    Instituições (leis);
     4)    Relações entre agentes (comportamento, cultura);
     5)    Moeda;
     6)    Variáveis econômicas e parâmetros.

As VARIÁVEIS podem ser:
     a)    Principais e Secundários;
     b)     Controláveis, Influenciáveis e de Mercado;
     c)    Internas e Externas;
     d)    Naturais. 
Podem também ser definidas em:
     a)    Exógenas. São as que influenciam outras variáveis, mas não são influenciadas por elas. Exemplo: A emissão de moeda e os gastos do governo dependem da ação da autoridade econômica;
    b)    Endógenas. São as que influenciam e são influenciadas. Exemplo: consumo, produto, etc.
     c)    Dependentes. Dependem de outras variáveis;
     d)    Independentes. Não dependem de outras variáveis.
As principais variáveis econômicas são: consumo, investimento (poupança), gastos do governo, carga tributária, câmbio, exportações, importações, contas externas, massa salarial, lucros, juros, taxas de juros (básica, captação e ao mercado), movimento de capitais com o exterior, entre várias outras.

PLANOS ECONÔMICOS:
Objetivam o Equilíbrio Geral da Economia (Oferta  x  Procura  x  Moeda), Preços Relativos harmonizados (grupos de interesses), Crescimento Econômico Sustentado, Distribuição de Renda, Estabilidade Monetária, Máximo Emprego sem inflação.

O estudo da TEORIA ECONOMIA objetiva fazer ANÁLISES, CENÁRIOS e PLANOS.
O estudo da ECONOMIA é complexo devido ela ser uma ciência dinâmica (os efeitos das ações variam no tempo e geograficamente, podendo  ocorrer imediatamente ou após um certo período e ter duração variável), com inúmeras variáveis (quase todas influenciando-se), com reações racionais e psicológicas (emocionais) por parte dos agentes econômicos. As leis econômicas são dinâmicas, sempre um processo em movimento. Leis ou postulados econômicos são enunciados de tendências. As previsões econômicas são dependentes de ações políticas futuras (ou imprevisibilidades), motivo de sempre virem acompanhadas da máxima, "tudo o mais permanecendo constante”. Alarmar os agentes econômicos é mais fácil do que torná-los otimistas e racionais. Expectativas racionais de mercado influenciam possíveis cenários econômicos (previsíveis pela teoria econômica, mas sofrem influências emocionais - confiança nas instituições e nas autoridades aumentam a segurança e a previsibilidade facilitando o crescimento). AS expectativas do mercado podem ser positivas, negativas, neutras, racionais, emocionais, crise de confiança. 
AMBIENTE DE NEGÓCIOS: o desenvolvimento econômico ocorre melhor nos ambientes favoráveis aos negócios. Isto exige boas instituições (leis), autoridades monetárias confiáveis, governo que não passe instabilidade (relação entre executivo e legislativo). As palavras CONFIANÇA, SEGURANÇA, PREVISIBILIDADE são essenciais aos investimentos e aos negócios.
Alguns índices tentam medir o grau de Confiança e de Incerteza.
A Incerteza é a insegurança em relação a eventos futuros (cenários, conjuntura prospectiva).
A POLÍTICA MONETÁRIA exige que as autoridades responsáveis tenham credibilidade e passem confiança ao mercado além de uma correta comunicação. Economistas ou profissionais que não sejam considerados competentes e responsáveis fazem com que as taxas de juros de mercado aumentem (e exija taxa básica mais alta). É o inverso do que os leigos pensam: economistas heterodoxos ou incompetentes fazem subir as taxas de juros.

TEMER AO PERMITIR QUE SEU GOVERNO FOSSE CONTAMINADO POR FATOS PASSADOS (CORRUPÇÃO) passou insegurança para a política econômica. Para o bem do país deve sair. 05/2017.



quinta-feira, 25 de maio de 2017

TENTANDO EXPLICAR E ADEQUAR AS LINHAS DE PENSAMENTO ECONÔMICO E DE COMPORTAMENTO (COSTUMES) A UMA LINGUAGEM POPULAR.


TENTANDO EXPLICAR E ADEQUAR AS LINHAS DE PENSAMENTO ECONÔMICO E DE COMPORTAMENTO (COSTUMES) A UMA LINGUAGEM POPULAR.

Vou aceitar a definição diferencial de direita e esquerda e enquadrar as linhas de pensamento nos dois termos.
LINHAS DE PENSAMENTO ECONÔMICO.
     A)   DIREITA:
1.1) LIBERAIS (economia de mercado, mas aceita o estado regulador. O estado regula, mas não opera). São as democracias liberais;
2.2) LIBERTÁRIOS (economia de livre mercado, o estado não regula e não opera). Não existe no mundo;
     B)   ESQUERDA:
2.1) RADICAIS (comunistas e socialistas, economia de planejamento centralizada). As experiências no mundo todas fracassaram, produziram pobreza, miséria e fome para o povo e ditaduras sanguinárias (uma elite militar e a alta burocracia centralizam o controle da riqueza);
2.2) ESTATIZANTES (se escondem sob vários nomes como keynesianos, desenvolvimentistas, heterodoxos, estatizantes, democratas).

     C)   PERGUNTARÃO:
3.1) E O CENTRO? Significa que não são nada, são populistas, demagogos, mentirosos. A maioria é de direita populista;
3.2) E OS POPULISTAS? Populismo é a política fundada no aliciamento das classes sociais de menor capacidade de análise e de poder aquisitivo.  É a massa de manobra sempre enganada. O populista é carismático, tem boa fluência verbal, boa oratória, fala o que o povo quer ouvir e não o que pensa. EM RESUMO: POPULISTA É MENTIROSO, É DEMAGOGO.

LINHAS DE PENSAMENTO COMPORTAMENTAIS (CULTURAIS):
     A)   LIBERAIS são os abertos à evolução dos avanços da ciência e do comportamento. São a favor da separação total da igreja do estado;
   B)   CONSERVADORES acompanham os preceitos e limitações das religiões. Os mais radicais defendem a união de estado e religião. Influenciam o comportamento das populações.

EXEMPLOS DE PAÍSES E SUA CLASSIFICAÇÃO:
    1) EUA: OS REPUBLICANOS (PR) são conservadores no comportamento (costumes) e liberais em economia. Trump é agredido por uma das mídias mais comprometidas e parciais do mundo (sem querer defendê-lo apenas fazendo uma constatação vergonhosa para os EUA). Não se enquadra no conceito de populista, pois acredita em seu discurso (certo ou errado). 
OS DEMOCRATAS (PD) são liberais no comportamento (costumes) e estatizantes em economia, esquerda. Um candidato a presidente se denominava socialista, segundo lugar nas prévias (quase ganhou). Verdade que a maioria é populista (esquerda demagógica);
    2)  INGLATERRA: o Partido Conservador é liberal em economia e conservador nos costumes. O Partido Trabalhista é liberal nos costumes e estatizante em economia (verdade que fez um mea-culpa e se voltou para o mercado com apelidos, populismo demagógico);
     3) FRANÇA: existe uma separação bem clara confundida intencionalmente por parte da mídia e por ignorância por outros (as viúvas do muro ainda recalcadas). LE PEN é extrema direita declarada moderando o discurso ao ver a possibilidade de vitória. Não é populista (acredita no discurso). Os Republicanos se denominavam de centro, mas de fato são liberais de direita (com algum conservadorismo). Sem o escândalo do emprego da esposa, Filon deveria ganhar. Macron se declarou pró-mercado (mais liberal do que isto não existe), mas a mídia esquerdopata e leigopata o definia como de centro. Para conseguir governar procura apoio através de acordos. Existe a extrema esquerda comunista;
     4)  ALEMANHA: a líder (Ângela Merkel) é do partido que mais se classifica como liberal. Os sociais democratas eram populistas, pois era difícil defini-los se liberais ou estatizantes. De fato são liberais. Na Alemanha prevalece a racionalidade;
    5)  RÚSSIA: Putin é liberal, mas autoritário (a Rússia ainda é uma democracia recente). Ainda existem muitos comunistas. Os comunistas do mundo inteiro (inclusive a esquerdopatia dos EUA, muito forte na mídia) o criticam pelo que é e pelo que não é. É a defesa mundial dos comunistas contra os liberais (pena que muitos não entendam);
      6)  JAPÃO: é tudo mais ou menos liberal com vários nomes;    
     7)  BRASIL: a esquerda representada pelo PT e inúmeros pequenos partidos tem 20% dos votos. Lula chega a 30% quando adota um discurso populista liberal trabalhista (apoio aos cartórios que sobrevivem roubando os trabalhadores e o estado). A direita se aloja em vários nomes, sendo os maiores o PSDB, PMDB E DEM (populistas, mas tentam governar como liberais).
     MAG  25/05/2017.   

terça-feira, 16 de maio de 2017

CAGED - CADASTRO GERAL DE EMPREGADOS E DESEMPREGADOS (ADMITIDOS E DEMITIDOS). 2013 a 04/2017.



CAGED - CADASTRO GERAL DE EMPREGADOS E DESEMPREGADOS (ADMITIDOS E DEMITIDOS).
ANO
ADM.
DEM.
SALDO
2013
22.092.164
20974993
1.117.171
2014
21.759.070
21368062
391.008
2015
17.763.119
19316072
-1.552.953
2016
14.738.646
16.060.640
-1.321.994
04/2017
1.417.850
1.081.994
+59.856
Acum.  04/17
4.982.438
4.983.371
-933
Acum. 12 meses
14.400.226
15.370.122
-969.896


Fonte: MT CAGED. DILMA AFASTADA EM 12/05/2016; IMPEACHMENT 31/08/2016. 

domingo, 14 de maio de 2017

LIBERALISMO E DEMAGOGIAS.



REPITO ALGUNS ESCRITOS JÁ PUBLICADOS QUE FALAM A RESPEITO DAS IGNORÂNCIAS (A MAIORIA DEMAGOGIA DE ESQUERDA) QUE SE ESCREVEM SOBRE LIBERALISMO, NEOLIBERAL, POPULISMO, DE CENTRO. 


POPULISMO: “Populismo, segundo o dicionário Aurélio é a política fundada no aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo”.  O populista é carismático, tem boa fluência verbal, boa oratória, fala o que o povo quer ouvir e não o que pensa. EM RESUMO: POPULISTA É MENTIROSO, É DEMAGOGO.
CENTRO: centro quer dizer que não é nada, nem direita nem esquerda, resumindo é demagogia, é ignorância.



MODELOS ECONÔMICOS DE DESENVOLVIMENTO.

Todos os modelos econômicos são CAPITALISTAS, com duas vertentes:
     a) CAPITALISMO LIBERAL (as democracias liberais, ou estado democrático do direito) ou de mercado (preços livres, lucros, propriedade privada), o que sobreviveu e permitiu o crescimento e desenvolvimento dos países que o adotou (os hoje considerados desenvolvidos). Prega a menor presença estatal possível. A principal função do estado é estabelecer as regras do jogo. O poder é da lei e não das autoridades. Regras do jogo devem ser preestabelecidas. A luta pela sobrevivência é um estímulo constante pela melhoria contínua e inovações. Substituir a ordem natural, espontânea e complexa dos mercados (infinitos interesses pessoais) pelas limitações do planejamento centralizado, dirigido por burocratas de governos (totalitários e autocráticos, onde a corrupção é facilitada), foi o caminho do empobrecimento, motivo do comunismo ter sido abandonado pelo mundo civilizado e livre.
    b) CAPITALISMO DE ESTADO (socialismo ou comunismo, economia de planejamento centralizado): foi a experiência política e econômica que trouxe sofrimentos e não conseguiu produzir riquezas, fracassou em todas as partes do mundo (desenvolvido ou não). Quem optou pelo regime empobreceu. Sua morte foi decretada com a queda do muro de Berlim e a famosa frase de Nikita Krushev, “que modelo econômico bom é este se todos querem fugir dele, se temos que construir muros para que não fujam, se fosse bom estaríamos construindo muros para que não entrassem”. Se a economia é de planejamento centralizado, o poder também o é, motivo de pregar a ditadura. Exemplos de fracassos: a Coreia do Norte x Coreia do Sul. A Alemanha Ocidental x Alemanha Oriental. A China Continental (antes de abrir a economia) x Hong Kong x Taiwan x Japão.
Quando prescrevem mais impostos, inclusive o sobre fortunas ou heranças, o que no fundo pretendem é substituir o modelo que proporcionou riquezas ao mundo, o capitalismo liberal (a gerência nas mãos dos interessados em lucros), pelo capitalismo de estado, a gerência nas mãos de burocratas corruptos. É a concentração das riquezas nas mãos dos mais fortes e não na dos mais dedicados e capazes (e medidos diariamente pelo lucro ou prejuízo. Os incapazes perecem e são substituídos pelos mais capazes. É a lei de sobrevivência do capitalismo liberal).   
SOCIALISMO
Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.
LEI GERAL DO SOCIALISMO:
Quando metade da população entende que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, é o início da pobreza geral.
O Socialismo dificulta tanto a vida de quem trabalha que dura apenas até a riqueza produzida por estes acabar. MAG 08/2015.


O LIBERALISMO (PENSAMENTO LIBERAL).

A expressão francesa  síntese do pensamento liberal inicial “laissez faire, laissez passer”, que significa literalmente "deixai fazer, deixai passar", pode ser considerada a origem da GLOBALIZAÇÃO e da liberdade de fazer negócios e de ir e vir. A liberdade da movimentação de mercadorias e de pessoas. Sozinha dá a entender que o liberalismo é um vale tudo, engano, não é. O pensamento liberal nasceu defendendo o direito de propriedade (contra o poder absolutista dos reis e dos mais fortes), os lucros (motivadores), normas para limitar o poder discricionário das autoridades, regras do jogo pré-estabelecidas defendendo a concorrência, a menor presença estatal possível, se funciona sem regulamentos não regulamente. Defendeu a liberdade de religião e a separação da mesma do estado. A concorrência e os lucros são um estímulo constante de melhorias contínuas. Quem ficar parado não sobrevive. A luta pela sobrevivência nas economias de mercado (chamadas de capitalismo) é que fez elas produzirem mais riquezas que as economias de planejamento centralizado (chamadas de comunismo).
O mundo comunista mais civilizado implodiu com a queda do muro de Berlim e o desmoronamento da URSS (sobraram as ditaduras da Coreia do norte e de Cuba. Povo sem condições de bem se informar, cultura dirigida pelas ditaduras). Os partidos de esquerda (comunistas e socialistas) acabaram ou mantiveram o nome apenas de fachada (marketing) nos países menos desenvolvidos culturalmente. As pessoas mais cultas entenderam que o sonho era apenas sonho, uma utopia que custou vidas e o sofrimento de gerações. A máxima: maior o poder maior a corrupção prevaleceu no mundo comunista.
O entendimento de que os liberais defendem fronteiras escancaradamente abertas é errado. Acreditam que a livre concorrência não existe sem regras que a defendam. Os liberais defendem a liberdade de comércio exterior, mas negociada. Defendem a liberdade de importações de livros, de jornais, de comunicação, de tecnologias que aumentem a produção e a produtividade. Exemplificando: facilitar a importação de maquinários e tecnologias que aumentem a produção e a produtividade. Uma siderurgia ou aciaria não pode ser dificultada em importar fornos mais baratos do exterior para proteger a indústria nacional (perde condições de competitividade). Estaremos protegendo uma indústria sem condições de competitividade e dificultando outra que poderia ser competitiva. A Petrobras não pode ser dificultada em importações para produção de petróleo, pois ela concorre com empresas do mundo inteiro. Se a Embraer fosse impedida de importar tecnologias ela não existiria (é impossível competir sem o melhor e mais barato do mundo).


PENSAMENTO LIBERAL E DEMAGOGIAS DE ESQUERDA. ERROS DIVULGADOS PELA IMPRENSA.

1) Os liberais são contra toda forma de REGULAMENTAÇÃO: ERRADO. Os liberais são a favor de normas que limitem o poder discricionário dos governantes e definam as regras do jogo que defendam a concorrência (não existe liberalismo sem concorrência). Contra toda forma de regulamentação são os anarquistas (Bakunin).
2) Colocam os mesmos autores como LIBERAIS E NEOLIBERAIS: ABSURDO. Não sabem definir as diferenças entre liberais e neoliberais. Se não sabem definir os autores como saber as diferenças?. Não existem diferenças teóricas, o neoliberalismo é apenas a adequação das idéias liberais aos tempos contemporâneos.  Tentaram definir ditaduras como neoliberais, absurdo pois o pensamento liberal é contra toda forma de limitações das liberdade. Nenhum governo pode ser considerado como uma experiência 100% liberal. Ssempre foram limitados pelo passado que não conseguiram mudar ou por interesses políticos. 
3) Os LIBERAIS são contra a PRESENÇA DO ESTADO na economia: ERRADO. Os liberais são a favor da menor presença estatal possível e da maior quando necessária.
4) A crise americana foi provocada por adotarem o princípio neoliberal de eliminar toda REGULAMENTAÇÃO: ERRADO. Os liberais são a favor da responsabilidade fiscal e monetária, contra o poder discricionário na condução da política monetária, são a favor de regras e transparência (metas, superávit fiscal, câmbio flutuante), normas prudenciais e taxa básica adequada e comprometida com a inflação desejada.

A ESQUERDA manteve (ainda tem presença marcante) durante muitos anos o domínio das redações das mídias (não a direção, o comando do capital) e das faculdades estatais. Este domínio foi mantido e através do ensino errado nas faculdades (apostilas e indicações bibliográficas de esquerda) e da política desonesta de mentir sobre os pensamentos contrários. A política de ensinar (faculdades) e divulgar errado (imprensa) fez com que muitos acreditassem nas mentiras (leigos, massa de manobra, os enganados e muitos cultos em outros saberes).   

AUTORES LIBERAIS (alguns):
Adam Smith, A Riqueza das Nações (1776);
Milton Friedman, Capitalismo e Liberdade (1962);
José Guilherme Merquior, A Natureza do Processo;
Roberto Campos, Lanterna na Popa;
Norberto Bobbio, Liberalismo e Democracia.

VARIÁVEIS ECONÔMICAS
LIBERAIS
(Economia de mercado)
ECONOMIA
PLANIFICADA
(ESQUERDA)
LUCRO
SIM
NÃO
PROPRIEDADE
SIM
NÃO
HERANÇA
SIM
NÃO
PREÇOS
MERCADO
Controlados
PRODUÇÃO
MERCADO
Planificada
COMÉRCIO
LIVRE
Planificado


VARIÁVEIS POLÍTICAS
LIBERAIS.
ECONOMIA
PLANIFICADA (ESQUERDA)
DIREITO DE IR E VIR
Sim
Não
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Sim
Não
LIBERDADE DE IMPRENSA
Sim
Não
LIBERDADE POLÍTICA
Sim
Não
PARTIDO POLÍTICO
Livre
Único.



PENSAMENTOS CONTRÁRIOS (EM ECONOMIA E POLÍTICA).


Já li nos principais jornais do país absurdos definindo uma política como liberal conservadora e ortodoxa (são pensamentos contrários). Escrevem até o absurdo de que uma política econômica é liberal conservadora. Já li também (isto era comum) outros absurdos como as idéias liberais serem contra toda forma de regulamentação (a Wikipedia escrevia este absurdo). Isto é fruto de desonestidade intelectual de acadêmicos que utilizam a técnica de definir pensamentos contrários de acordo com seus interesses. Manipulam a formação da opinião pública. Não têm a honradez de falar que mudaram de opinião, preferem definir erradamente os pensamentos. O pensamento mais agredido é o liberal. Escrevem com a maior cara de pau que os liberais são contra toda forma de regulamentos. O pensamento liberal tem como seu principal fundamento a exigência de normas para defender a população contra o poder discricionário dos governantes (impor limites através de normas aos governantes), e regras do jogo pré-estabelecidas que defendam a concorrência e o mais fraco contra o mais forte (evitar o poder discricionário dos oligopólios). Chegaram ao cúmulo de escrever que a crise americana (a formação de bolha nos preços dos ativos que não moeda, principalmente os imóveis) foi originada pelo pensamento neoliberal de eliminação de regulamentos (só não conseguem falar que regulamento). Quem escreveu que os liberais são contra as normas prudenciais ou as que defendam os consumidores e a concorrência? Só ignorantes ou desonestos intelectuais. São os liberais que defendem normas para serviços concedidos ou autorizados e que combatem toda forma de privilégios. Contra o poder discricionário na política monetária e fiscal são os liberais e monetaristas. A favor do poder discricionário são os keynesianos e “desenvolvimentistas”. A esquerda (os comunistas e socialistas) é defensora de ditaduras. Se não existem autores (de respeito) diferentes não há como diferenciar liberalismo de neoliberalismo.
Contra responsabilidade fiscal e monetária, limites para déficits públicos e metas de inflação são os keynesianos-desenvolvimentistas.  

PENSAMENTOS CONTRÁRIOS (EM ECONOMIA E POLÍTICA)

LIBERAL
CONSERVADOR
ANARQUISTA
CONSERVADOR
HETERODOXO
ANARQUISTA
ORTODOXO  
HETERODOXO
ANARQUISTA
CAPITALISMO
COMUNISMO; SOCIALISMO
ANARQUISTA
ECONOMIA DE MERCADO
ECON. PLANIFICADA; CENTRALIZADA, DIRIGIDA.

MONETARISMO
KEYNESIANOS; HETERODOXOS

DEMOCRACIA
DITADURA
ANARQUIA
CAPITALISMO LIBERAL OU ECON. DE MERCADO
CAPIT. DE ESTADO; PROTECIONISTA; NACIONAL- DESENVOLVIMENTISMO.


É ERRADO ESCREVER (por serem pensamentos contrários): liberal-conservador; conservador-liberal; liberal-ortodoxo; liberal, conservador e ortodoxo; democracia comunista (são antagônicos); ditadura liberal (são antagônicos). A utilização destes termos é demagogia, populismo ou ignorância.  

É CORRETO ESCREVER: liberal-monetarista; capitalismo-liberal; capitalismo-de-mercado; capitalismo-de-estado; ditadura-comunista; ditadura-capitalista; ditadura-conservadora.

POPULISMO: “Populismo, segundo o dicionário Aurélio é a política fundada no aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo”. 
O populista é carismático, tem boa fluência verbal, boa oratória, fala o que o povo quer ouvir e não o que pensa.
EM RESUMO: POPULISTA É MENTIROSO, É DEMAGOGO.

CENTRO: centro quer dizer que não é nada, nem direita nem esquerda, resumindo é demagogia, é ignorância.


Artigo escrito em maio/1996 para explicar que o pensamento liberal nasceu objetivando limitar o poder discricionário das autoridades (monarquia absolutista, uma forma de centralização do poder) através de NORMAS (que é o princípio fundamental do liberalismo). No liberalismo o poder deve ser da norma e não da autoridade.
A definição de pensamento liberal era agredida diariamente nos jornais e por acadêmicos desonestos ou ignorantes (os alunos que estudaram em apostilas aprenderam errado).

Todos os sistemas econômicos são CAPITALISTAS, inclusive o COMUNISMO. A diferença é a propriedade do Capital, no capitalismo ela é privada, no comunismo ela é do estado. 

1) CAPITALISMO: Economia de mercado. O liberalismo é a forma mais evoluída do capitalismo (a menor presença estatal possível, a maior quando necessária). O Capitalismo de estado é uma variante que facilita a corrupção e agrega muito dos pontos negativos do comunismo. Na verdade todos os sistemas econômicos são CAPITALISTAS, inclusive o COMUNISMO. A diferença é a propriedade do Capital, no capitalismo ela é privada, no comunismo ela é do estado.  
O capitalismo é um regime econômico onde são permitidos o Lucro e a Propriedade Privada como forma de estímulo à produção e ao crescimento econômico. Para que a propriedade privada e o lucro aconteçam é necessário que a economia seja livre (para ser livre ela precisa das regras do jogo fixadas antecipadamente). Por isso o Capitalismo é também chamado de economia Liberal ou de Mercado. O liberalismo fundamenta-se na existência de NORMAS que regulem as regras do jogo (um dos princípios) e que limitem o poder discricionário dos governos ou dos mais fortes (governo ou monopólios). O governo intervém para buscar o Bem Comum e evitar desequilíbrios entre os agentes econômicos (através de leis e órgãos reguladores), defendendo os consumidores e a concorrência. A poupança nacional é individual e gerida individualmente. As empresas, para conseguir lucro e a sobrevivência procuram produzir de acordo com as necessidades e os desejos dos consumidores. Os preços são livres. Utiliza os talentos existentes na população para produzir e dirigir. Em tese utiliza todos os cérebros existentes no país. Os proprietários, buscando o lucro, buscam também os melhores dirigentes e ganhos constantes de produtividade (desenvolvimento e melhoria contínua são o caminho da sobrevivência). 

2) COMUNISMO: Economia planificada e com direção centralizada. Por seus princípios básicos o comunismo não permite o liberalismo, seu funcionamento exige um regime totalitário e autoritário (partido único inclusive). Regime econômico onde não são permitidos o Lucro e a Propriedade Privada. Para que isto aconteça é necessário que o governo atue em lugar dos agentes econômicos, planificando e centralizando a direção. Por este motivo, é chamada de Economia Planificada, Centralizada, Dirigida. A poupança nacional é gerida pelo governo. A produção procura ganhos de escala e tem pouco compromisso com as necessidades e vontades dos consumidores. Os preços são controlados. A planificação centralizada da economia induz a um regime político autoritário e com eliminação das liberdades individuais. Utiliza os funcionários públicos para dirigir e planificar. Nem sempre são os melhores talentos (na prática formam uma burocracia elitizada e privilegiada). Não priorizando o lucro, não priorizam ganhos de produtividade.  A produção, sendo planificada e centralizada, não procura atender os desejos dos clientes (consumidores), produzindo-se, em consequência, produtos desatualizados. Os comunistas procuram ganhar em economia de escala e produzir a custos menores, mas, na prática, os custos menores são para produtos de qualidade muito inferior. O comunismo procura melhorar a distribuição da renda, mas o produto não crescendo não há o que distribuir (a pobreza generaliza-se). A prática mostrou acontecer faltas de produtos e filas para compras, além de elite dirigente corrupta.
J. M.  Keynes: "os regimes autoritários contemporâneos parecem resolver o problema do desemprego à custa da eficiência e da liberdade."

  VARIÁVEIS ECONÔMICAS
CAPITALISMO
COMUNISMO

VARIÁVEIS POLÍTICAS
CAPIT.
COMUN.
LUCRO
SIM
NÃO

Direito de ir e vir
Sim
Não
PROPRIEDADE
SIM
NÃO

Liberdade de Expressão
Sim
Não
HERANÇA
SIM
NÃO

Liberdade de Imprensa
Sim
Não
PREÇOS
MERCADO
CONTROLADOS

Liberdade Política
Sim
Não
PRODUÇÃO
MERCADO
PLANIFICADA

Partido Político
Livre
Único
COMÉRCIO
LIVRE
PLANIFICADO





3) CAPITALISMO (características e fundamentos):
Qualidade - De acordo com o mercado e a vontade dos consumidores.
Sobrevivência - A luta pelo mercado e pela sobrevivência induz a um processo de busca de melhoria contínua. O fator de produção evolução tecnológica provoca ganhos de produtividade e o desenvolvimento contínuo.
Preservação - O direito de herança induz à Preservação (poupança).
Problemas - Distribuição de Renda, Monopólios, Oligopólios, Controles de Mercado, Desemprego, Juros.

4) COMUNISMO (características e fundamentos):
Qualidade - De acordo com planejadores (funcionários públicos gestores). Não obedece a vontade dos consumidores. A evolução tecnológica e o desenvolvimento são mais lentos.
Sobrevivência - Determinada pelos gestores públicos. Não se submetem ao julgamento do mercado (consumidores) e do lucro (eficácia). Empresas deficitárias generalizam-se.
Preservação - Não existindo o direito de herança, elimina-se o maior indutor da preservação (poupança), que é o amor pelos filhos.
Problemas – Qualidade, Produtividade, Não crescimento econômico, Autoritarismo e Totalitarismo. Faltas de produtos, filas para compras e corrupção por parte da elite dirigente.

5) PROBLEMAS DO CAPITALISMO
a) Distribuição de Renda - Existe ainda, no capitalismo brasileiro, um segmento da economia onde a gerência não é individual, mas coletiva. É a gerência das poupanças dos trabalhadores destinadas às aposentadorias. São geridas pelos governos (Brasil, Europa, modelo Comunista) ou por fundos de pensão (gerência coletiva, sem fiscalização adequada e sem a utilização das competências e dos interesses individuais), onde o modelo gerencial aproxima-se mais do coletivismo do que do individualismo. Enfim, se os trabalhadores são obrigados a entregar suas poupanças para serem geridas por governos, por sindicatos ou por gerência coletiva. Podemos dizer que grupos de interesses menos competentes e atuantes assumem a gerência beneficiando-se em detrimento de outros, que são prejudicados no Sistema Capitalista, sendo obrigados a renunciar ao maior benefício do modelo econômico capitalista que é a liberdade de gerenciar suas poupanças. A má gerência dos governos e dos fundos de pensão dilapida a poupança dos trabalhadores (FGTS, FAT, INSS). Não tendo compromisso com os trabalhadores, não procuram a melhor rentabilidade e segurança para aplicar suas poupanças, optando sempre por projetos políticos (de viabilidade duvidosa), que pagam comissões ou vantagens. A consequência é a falta de compromisso com a segurança e a rentabilidade. Não prioriza as aplicações das poupanças para os empreendedores mais eficientes com projetos de melhores  viabilidades (mais  seguros e rentáveis). A poupança não sendo aplicada nos projetos mais rentáveis, não consegue o máximo crescimento econômico (sustentado) e o aumento da renda per capita.
b) Monopólios - Oligopólios - Controles de Mercado
Sendo o Capitalismo o regime econômico de livre mercado, ele traz dentro de si o germe de sua destruição (o excesso de liberdade), que permite a grupos de interesses dominarem segmentos da economia, eliminando a concorrência (não existindo concorrência, não existe livre mercado, nem capitalismo liberal). Estes grupos de interesses são os oligopólios ou monopólios. Existem segmentos da economia que são monopólios ou oligopólios naturais (rede de esgoto, rede elétrica, usinas hidroelétricas, etc.) e outros onde o livre mercado leva à concorrência excessiva ou predatória (os mais fortes eliminam os mais fracos e dominam o mercado). Da mesma maneira que a legislação oficializou a ideia de Bem Comum, hoje aceita por todos, ela deve procurar, permanente e continuadamente, evitar que o livre mercado e a concorrência sejam eliminados através do domínio de segmentos de mercado por grupos de interesses (o preço da liberdade, do livre mercado e da livre concorrência, é a eterna vigilância e a ação corretiva imediata). Para isto, devem ser feitas Leis de Proteção aos Consumidores e à Liberdade de Mercado (Livre Concorrência). Medidas econômicas de proteção à livre concorrência e aos consumidores devem ser tomadas, como facilitar as importações, financiar novos produtores e importadores, ou outras,  até que o equilíbrio volte a acontecer.
c) Emprego - Juros
Os agentes econômicos são os Trabalhadores, os Empresários (investidores) e os Capitalistas (poupadores). Apesar de parceiros no interesse final da economia, seus interesses particulares podem ser contrários. A luta contínua por ganhos de produtividade, pelas empresas, reduz a quantidade de empregos ofertados, reduzindo, em consequência, o Consumo (C) e a  procura (D) pelos produtos  das empresas. Os Trabalhadores por serem o maior contingente da economia, detêm a maior parte da Renda e da Poupança nacional. Os Empresários (investidores) buscam recursos com os Bancos (intermediários entre poupadores e investidores), procurando pagar a menor taxa de juros. Os Poupadores (os trabalhadores detêm a maior parte da Poupança Nacional) buscam a maior taxa de juros para suas Poupanças. Como as taxas de juros altas reduzem o Consumo ( C ), reduzem também o nível de  emprego e os novos Investimentos (I). Para mediar este problema, os governos procuram controlar as taxas de juros através dos Bancos Centrais e de seus Bancos de Desenvolvimento, ofertando recursos para Investimentos a juros baixos. Entretanto, para combater a inflação provocada por déficits do governo (corruptos, fracos, inconsequentes), aumenta-se a taxa de juros a níveis que induzam a redução da procura global (em consequência, ocorre desemprego).

6) PENSAMENTO LIBERAL
Substituir a ordem natural, espontânea e complexa dos mercados (infinitos interesses pessoais) pelas limitações do planejamento centralizado, dirigido por burocratas de governos (totalitários e autocráticos, onde a corrupção é facilitada), é o caminho do empobrecimento.  
O pensamento liberal defende e aceita um poder normativo (mais normas e menos poder discricionário de autoridades) e defensor da concorrência e dos interesses dos consumidores (não existe liberalismo sem concorrência). RESUMINDO: A MENOR PRESENÇA ESTATAL POSSÍVEL, A MAIOR QUANDO NECESSÁRIA. 

7) O Liberalismo é uma doutrina ou corrente de pensamento que defende a liberdade individual (os direitos individuais e civis), a livre iniciativa, o governo democrático (baseado no livre consentimento dos governados e estabelecido com base em eleições livres), a liberdade de expressão, a defesa da concorrência, instituições que obedeçam a lei igual para todos, a transparência, o direito de propriedade. O liberalismo nasceu combatendo o direito divino dos reis (e a hereditariedade), os privilégios da corte, dos militares e o sistema de religião oficial.
AUTORES LIBERAIS (alguns):
Adam Smith, A Riqueza das Nações (1776);
 Milton Friedman, Capitalismo e Liberdade (1962);
José Guilherme Merquior, A Natureza do Processo;
Roberto Campos, Lanterna na Popa;
Norberto Bobbio, Liberalismo e Democracia.
maio /1996.  Marco Aurélio Garcia.