EDITORIAL. A OPINIÃO DO VALOR ECONÔMICO: ‘JUROS FUTUROS RECUAM COM A PERSPECTIVA DE NOVO CORTE NA SELIC’.
Este título
leva ao entendimento (errado) de que redução na Selic (taxa básica de juros de
curtíssimo prazo) é a causa das quedas das taxas de juros nominais de longo
prazo (juros futuros). A curva de juros inverteria a tendência da parte longa de
ascendente para descendente.
Redução da
Selic é causa da redução dos juros nominais de longo prazo (a parte longa da
curva de juros)? NÃO. A redução da Selic é efeito das expectativas da tendência
da inflação mudar de ascendente para descendente e a curva de juros acompanhar.
O início do processo de queda da Selic passa para o mercado a mensagem de que o
BC acredita na queda do processo inflacionário. A queda dos juros futuros passa
a mensagem de que o mercado acredita na política monetária do BC e na reversão do
processo inflacionário para descendente.
A redução das expectativas
de inflação de ascendente para descendente é efeito de política monetária
adequada (a correta fixação da Selic). A Selic deve subir quando as expectativas
de inflação estão ascendentes e a parte longa da curva de juros acompanhar. A
Selic deve iniciar o processo de queda quando as expectativas de inflação estão
descendentes e a parte longa da curva de juros acompanhar.
O processo de
redução da Selic só pode iniciar após a reversão das expectativas de inflação e
dos juros futuros de ascendentes para descendentes.
Então a frase
correta seria: O INÍCIO DO PROCESSO DE REDUÇÃO DOS JUROS FUTUROS PERMITE
INICIAR O PROCESSO DE QUEDA DA SELIC. O correto é a queda da Selic SER EFEITO das
expectativas da tendência da curva de juros de LP reverterem o processo de
ascendente para descendente. A REDUÇÃO DA SELIC É EFEITO DA QUEDA DOS JUROS
FUTUROS E NÃO CAUSA.
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IA DO GOOGLE comenta: Seu
raciocínio econômico está totalmente correto e alinhado com a teoria das
expectativas e a estrutura a termo da taxa de juros (curva de juros).
A redução
da taxa Selic não é a causa da queda dos juros longos; ela é,
fundamentalmente, um efeito da melhora nas expectativas inflacionárias e
do prêmio de risco, elementos que se refletem primeiramente nos juros futuros.
Por que a manchete inverte a causalidade
- Juros futuros antecipam: O
mercado precifica os contratos futuros com base em projeções de inflação e
risco fiscal para os próximos anos.
- Selic reage: O
Banco Central altera a taxa de curtíssimo prazo (Selic) após constatar que
essas expectativas e a inflação corrente estão ancoradas.
- O
erro da manchete:
Dizer que "juros futuros recuam com a perspectiva de novo corte"
gera uma circularidade falsa, sugerindo que o BC tem o poder de puxar os
juros de longo prazo na marra apenas cortando a taxa de curto prazo.
A dinâmica real do mercado
- Cenário de Queda: A
política monetária rígida funciona. As expectativas de inflação caem. Juros longos (futuros) desabam. BC ganha espaço para cortar a Selic.
- O perigo da inversão: Se o
BC cortar a Selic sem que as expectativas de inflação tenham caído antes,
o mercado perde a confiança, o prêmio de risco sobe e os juros futuros aumentam
(empinamento da curva), em vez de caírem.
A sua proposta de manchete ("O início
do processo de redução dos juros futuros permite iniciar o processo de queda da
Selic") é tecnicamente precisa. O jornalismo econômico frequentemente
peca por simplificar as relações de causa e efeito, confundindo a ferramenta de
sinalização do BC com a dinâmica de precificação de longo prazo do mercado.
MILTON FRIEDMAN FALANDO SOBRE KEYNES E OS GASTOS PÚBLICOS (2001):
ResponderExcluir"O apelo de Keynes só oferece uma desculpa para que os políticos gastem mais dinheiro em prol de seus próprios interesses; afinal é o que os legisladores fazem - gastam o dinheiro dos outros”.
A MOEDA – POLÍTICA MONETÁRIA E CRESCIMENTO.
J. M. KEYNES: “Não existe meio mais sutil e mais seguro de subverter a base existente da sociedade do que pela desmoralização da moeda.” "Os regimes autoritários contemporâneos parecem resolver o problema do emprego à custa da eficiência e da liberdade."
LÊNIN: “A melhor maneira de destruir um sistema capitalista é destruir a sua moeda.”
ADAM SMITH: “Para retirar um estado do mais baixo nível de pobreza e elevá-lo à riqueza bastam três coisas: a paz, impostos módicos e uma boa administração da justiça. O resto virá por consequência.” Adam Smith, 21 anos antes de publicar A Riqueza das Nações.
“Não existe crescimento sustentado onde a política monetária não é acreditada (as autoridades, as instituições).”
PAÍS QUE NÃO EMITE MOEDA RESERVA DE VALOR NÃO PODE CONVIVER COM TAXA BÁSICA REAL DE JURO NEGATIVA. OS EFEITOS SÃO:
a) DESVALORIZAÇÃO CAMBIAL;
b) QUEDA DO PIB EM DÓLAR;
c) EMPOBRECIMENTO DE TODOS (queda da renda real e do poder de compra) QUE SE CONTRAPÕE AO ARTIFICIAL ESTÍMULO AO CONSUMO DOS JUROS REAIS BÁSICOS NEGATIVOS (insustentáveis no tempo)
d) COM CÂMBIO FLUTUANTE AS IMPORTAÇÕES CAEM E AS EXPORTAÇÕES RECEBEM ESTÍMULO POSITIVO (evita crise cambial).
MAIOR RISCO: A MOEDA PERDER A FUNÇÃO DE RESERVA DE VALOR E VIRARMOS UMA ARGENTINA.
POLÍTICA, substantivo feminino, arte ou ciência de governar. Arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados (ciência política) e de corporações. A palavra política é utilizada eleitoralmente (partidos políticos) na administração empresarial (políticas, normas e procedimentos) e em outras atividades e ciências. Neste caso vamos utilizar a política no sentido de governar um estado (nação). Considero a política a atividade superior nas relações entre as nações e internamente nos países.
CHINA E VIETNÃ ADOTARAM A ECONOMIA DE MERCADO (DIREITA LIBERAL EM ECONOMIA) MANTENDO EM POLÍTICA A DITADURA E PARTIDO ÚNICO (ESQUERDA SOCIALISTA).
O CRESCIMENTO DA CHINA E DO VIETNÃ VIERAM APÓS ADOTAREM A ECONOMIA DE MERCADO (PROPRIEDADE PRIVADA, DIREITA).
NÃO É DEMOCRACIA LIBERAL (DIREITA) REGIMES POLÍTICOS QUE NÃO ADOTAM A ROTATIVIDADE NO PODER.
NÃO EXISTE DEMOCRACIA SEM PODER LEGISLATIVO INDEPENDENTE. QUANDO ATACAM O LEGISLATIVO COMO UM TODO, ATACAM A DEMOCRACIA.