domingo, 30 de agosto de 2026

UM POUCO DA HISTÓRIA LIGADA À ECONOMIA (MOEDA). A MOEDA E FATOS IMPORTANTES. BRASIL, HISTÓRIA RECENTE DA MOEDA (POLÍTICA MONETÁRIA).

 

UM POUCO DA HISTÓRIA LIGADA À ECONOMIA (MOEDA).

1577 – ESPANHA. A Coroa espanhola (Filipe II) decreta a SUSPENSÃO DOS PAGAMENTOS, convertendo as dívidas de curto prazo com juros de 10% a 15%, para longo prazo com juros de 5% (moratória);

1576 – FRANÇA. Jean Bodin lança as bases do Estado de Direito (depois desenvolvido);

1624 – INGLATERRA. O Parlamento inglês aprova o ESTATUTO DO MONOPÓLIO, eliminando-se privilégios e exclusividades de fabricação, trabalho, compra, venda etc.;

1688 – INGLATERRA. REVOLUÇÃO GLORIOSA (triunfo do pensamento liberal). O Parlamento passa a legislar. Os reis não podiam cancelar as leis do Parlamento. O Parlamento votaria o orçamento anual, as contas reais seriam controladas por inspetores, o Tesouro seria dirigido por funcionários. As revoluções PURITANA, de 1640, e a GLORIOSA, de 1688, podem ser consideradas como partes de um mesmo processo. O ABSOLUTISMO sendo substituído pelo LIBERALISMO (a divisão do poder entre o rei e o Parlamento);

1750 – PORTUGAL. O Marquês de Pombal organiza uma poderosa força militar e uma grande marinha mercante (durante sua luta com a nobreza e o clero);

1760 / 1770 – INGLATERRA. Tem início a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. Em meio século provoca uma mudança quase total na estrutura econômica mundial. A produção aumenta exponencialmente. Os trabalhadores domésticos viram operários assalariados. Os horários de trabalho chegavam a 72 horas semanais. Surgem as crises que afetam toda a economia e a produção;

1776 – INGLATERRA. Adam Smith publica “As causas da riqueza das nações” livro que exerceu influência sobre toda a economia. Aconselha a liberdade das estruturas produtivas, a divisão do trabalho, investimentos produtivos (acúmulo de capital), e os governos reduzirem os gastos improdutivos. A riqueza vem de investimentos produtivos (acúmulo de capital). Os investimentos são parte dos lucros e da renda. A moeda é sobretudo um meio de troca.

 

A MOEDA E FATOS IMPORTANTES:

a) a Inglaterra deixou de honrar a conversibilidade da Libra esterlina em ouro na primeira guerra mundial (após a guerra, em 1925, retornou para a conversibilidade à paridade de antes da guerra, um tiro no peito);

b) em 1931 a França resolveu transformar toda a sua reserva em ouro. A Inglaterra não tendo como honrar suspendeu a conversibilidade da Libra esterlina;

c) em 1944, na conferência de Bretton Woods os USA comprometeram-se a garantir a conversibilidade do dólar em ouro ao preço de US$35,00 por onça-troy. Em 1968 os USA estabeleceu dois preços para o ouro, um oficial apenas para os bancos centrais, outro livre para outros agentes econômicos;

d) em 15/08/1971, os USA, abandonam totalmente a conversibilidade do dólar em ouro. Em março de 1973 os países industrializados abandonam a paridade fixa com o dólar, deixando suas moedas flutuarem em relação ao mesmo enterrando de vez o sistema de Bretton Woods;

e) em 1979 os principais países da Europa decidiram criar um sistema monetário regional (o EURO). O ouro chegou a valer mais de US$800,00 (1980), caindo para US$300,00 em 1985 (as negociações ou especulações como alguns definem alcançaram uma intensidade de movimentação imprevisível). Na primeira década do século 21 o dólar passa a ter circulação muito maior do que a economia dos USA (na verdade os USA passam a viver de emitir moeda). O regime de câmbio fixo só se justificaria se o dólar fosse conversível em ouro a uma paridade fixa (Bretton Woods). Se o dólar é apenas uma moeda escritural, seu valor dependerá da política monetária e da economia americana (a capacidade dos USA oferecer alguma riqueza real em troca dos dólares). O capital (direitos de receber dividendos, juros E de retorno de capitais) de residentes nos USA no exterior deve ser considerado nesta análise.

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BRASIL, HISTÓRIA RECENTE DA MOEDA (POLÍTICA MONETÁRIA):

Congelamento de Preços (Governo José Sarney)

O primeiro e mais marcante congelamento geral ocorreu com o Plano Cruzado. Houve tentativas posteriores de congelamento nos planos Bresser e Verão.

  • 28 de fevereiro de 1986: Lançamento do Plano Cruzado e decreto do primeiro congelamento total de preços e salários por tempo indeterminado.
  • 21 de novembro de 1986: Lançamento do Plano Cruzado II, que iniciou o descongelamento gradual com o reajuste de tarifas e preços.
  • 12 de junho de 1987: Lançamento do Plano Bresser, trazendo um novo congelamento de preços por 90 dias.
  • 15 de janeiro de 1989: Lançamento do Plano Verão, que executou o último congelamento de preços do governo Sarney.
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Plano Collor: Retenção de Poupanças e Tabelamento

O plano econômico (formalmente Plano Brasil Novo) atacou a hiperinflação com o confisco temporário de ativos financeiros. [

  • 16 de março de 1990: Assinatura da Medida Provisória nº 168 (no dia seguinte à posse de Fernando Collor), decretando o confisco e retenção das cadernetas de poupança e contas correntes acima de 50.000 cruzados novos por 18 meses. [1, 2]
  • 31 de janeiro de 1991: Lançamento do Plano Collor II, que impôs um novo congelamento e tabelamento estrito de preços e salários após o repique inflacionário.
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Plano Real (Governo Itamar Franco)

A estratégia de estabilização monetária definitiva foi dividida e executada em três fases sucessivas ao longo de pouco mais de um ano.

  • 14 de junho de 1993: Lançamento do Programa de Ação Imediata (PAI), focado no ajuste fiscal profundo (Fase 1).
  • 1 de março de 1994: Entrada em vigor da URV (Unidade Real de Valor), uma moeda virtual indexadora de transações diárias (Fase 2).
  • 1 de julho de 1994: Lançamento oficial do Real (R$) como a nova moeda nacional em substituição ao Cruzeiro Real (Fase 3).
  •  

Tripé Macroeconômico (Armínio Fraga / Governo FHC)

O arranjo econômico que vigora até os dias atuais substituiu o regime de bandas cambiais fixas após o agravamento de crises cambiais internacionais.

  • Janeiro de 1999: O Banco Central abandona o câmbio fixo e adota o Câmbio Flutuante após forte desvalorização do Real.
  • 4 de março de 1999: Armínio Fraga assume a presidência do Banco Central para estruturar e consolidar o modelo econômico.
  • 21 de junho de 1999: Assinatura do Decreto nº 3.088, que regulamentou formalmente a implantação do sistema de Metas de Inflação no país, fechando os três pilares junto às metas de Superávit Primário.

 

 

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