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domingo, 18 de maio de 2014

“O CAPITAL NO SÉCULO 21”, THOMAS PIKETTY. DISTRIBUIÇÃO E CONCENTRAÇÃO DE RENDA. PATRIMÔNIO (CAPITAL), RENDA E PRODUTO.


“O CAPITAL NO SÉCULO 21”, THOMAS PIKETTY. DISTRIBUIÇÃO E CONCENTRAÇÃO DE RENDA.
PATRIMÔNIO (CAPITAL), RENDA E PRODUTO.

PNB (produto nacional bruto): é o total dos valores adicionados pelos diversos setores da economia ao processo produtivo. Valor Adicionado: conceito que mede a contribuição de cada setor ao processo produtivo (sem duplicações). O PNB mede a capacidade de criação de valor da economia. É a soma de: bens econômicos (tangíveis e intangíveis) produzidos para o mercado + retenção de mercadorias pelos produtores para o consumo + valor do aluguel das casas habitadas pelos proprietários + salários in natura (aluguéis, mercadorias, etc.).
PNB = RNB (renda nacional bruta) = total das remunerações pagas aos fatores de produção (salários + lucros + juros + aluguéis = Y = S + L + i + A).
PNB = RNB = DNB (despesa nacional bruta) = valor total das despesas em bens para uso final (mercadorias e serviços para o consumo e investimentos).
Não se inclui no cálculo do PNB: serviços domésticos da dona de casa, pagamentos de renda que não resultem de atividades produtivas (aposentadorias, juros da dívida pública,) e atividades ilegais (não socialmente úteis, como contrabando, etc.).
Fazem parte do PIB produtos benéficos (pão, medicamentos) e maléficos (fumo, bebidas, armas), necessários (alimentos) e desnecessários (pirâmides do Egito).
Os liberais e monetaristas condenam os gastos desnecessários como um mal para a economia, os keynesianos defendem os gastos sejam eles quais forem.
PIB (produto interno bruto): é o PNB ajustado para somar os recebimentos procedentes de rendas do exterior e deduzir as remessas ao exterior.
RLFE (renda líquida de fatores do exterior) = recebimentos menos remessas de rendas para o exterior (Rec. - Rem.).
 PNB = PIB + - RLFE = PIB + Rec. – Rem., portanto PIB = PNB – Rec. + Rem.
 PNB = C + I +G + E – M + Rec. – Rem. e PIB = C + I + G + E - M
Pelas definições acima vimos que não entra no cálculo do PNB e do PIB a propriedade de ativos, internos ou externos, entram apenas os bens econômicos produzidos para o mercado.
PATRIMÔNIO: não entra no PNB a propriedade de bens intelectuais (os ativos protegidos por registros), o capital de empresas no exterior, o capital emprestado ao exterior, a propriedade de qualquer ativo no exterior. Apesar de não entrar no cálculo do PNB, seus rendimentos (lucros, aluguéis, juros, royalties) entram. Semelhante aos aluguéis das casas residenciais. O ativo casa não entra, mas é representado pelo valor do aluguel que é semelhante a uma renda (renda = produto). Melhores as residências maiores os aluguéis e o PIB. Da mesma maneira a propriedade de ativos no exterior é representada no PNB pelas suas rendas (lucros, juros, royalties, etc.).

Explicado os conceitos e as diferenças entre Patrimônio, Renda e Produto podemos afirmar que a propriedade do patrimônio nacional nem sempre é simétrica com a distribuição da renda (ou produto). Uma casa (ou lote) de valor semelhante a outra, em bairro ou cidade diferente, pode valorizar (ou desvalorizar) mais ou menos do que a outra. Uma casa de valor semelhante pode estar alugada por valor diferente. Do mesmo modo uma indústria com patrimônio menor pode produzir mais do que outra com patrimônio maior. Só isto já coloca em dúvida a conclusão de Piketty de um imposto sobre patrimônio. O imposto de renda progressivo é o mais indicado e aceito pelo mundo civilizado que progride. É o direito de propriedade (inclui preços, produção e comércio), os lucros e a herança que motivam os empreendedores e por consequência o crescimento da riqueza nacional. As empresas, para conseguir lucro e a sobrevivência, procuram produzir de acordo com as necessidades e os desejos dos consumidores. Os preços são livres (resultado da concorrência e da evolução da produtividade). Utiliza os melhores talentos existentes na população para produzir e dirigir. Em tese utiliza todos os cérebros existentes no país. Os proprietários, buscando o lucro, buscam também os melhores dirigentes e ganhos constantes de produtividade (desenvolvimento e melhoria contínua são o caminho da sobrevivência). Foi isto que fez ocorrer a vitória da economia de mercado (capitalismo) sobre a economia de planejamento centralizado (o comunismo). A conclusão de Piketty é uma forma disfarçada de retrocesso à economia de planejamento centralizado ou comunismo (entregar impostos à burocracia de governo para gerir).   
Utilizando a fórmula reduzida de renda nacional Y = S + L + i + A, podemos afirmar: o % de participação do capital (patrimônio) tem crescido proporcionalmente mais em relação ao fator trabalho (efeito da evolução de maquinários, de sistemas, das inovações), à variável juros i e à produção (PIB). Cada vez se produz mais com menos mão de obra (o custo direto da mão de obra tem reduzido cada vez mais em relação a outros custos, inclusive aos custos sociais). Então é lógico que apesar da renda nacional ter crescido mais para todos nas economias de mercado, ela cresce mais para o patrimônio (capital) em relação a outros fatores (O INVESTIMENTO ACONTECE ANTES DO AUMENTO DA PRODUTIVIDADE). É A LEI DA ACUMULAÇÃO CAPITALISTA. Se o capital (patrimônio) fica cada vez mais produtivo, por extensão a variável L lucro cresce mais (é isto que faz a produtividade, a competitividade e a riqueza crescerem mais). RESUMINDO: L cresce mais do que os outros fatores (S, i e A) e do que o PIB. É uma evolução natural das sociedades que investem mais em educação e em pesquisas e desenvolvimento. O crescimento maior do patrimônio faz o fator trabalho ter maiores rendimentos (ao contrário do que acontece nas economias de planejamento centralizado, que reduz a riqueza de todos).

Esta postagem é uma extensão conclusiva da postagem: PNB e PIB - O QUE ENTRA E O QUE NÃO ENTRA NO CÁLCULO. De 01/03/2012. MAGECONOMIA 18/05/2014.