terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

TAXA BÁSICA E INFLAÇÃO 2017.

 

TAXA BÁSICA E INFLAÇÃO 2017.

AMBIENTE: da mesma maneira que em engenharia é necessário estudar o ambiente (solo, ventos, sol), em economia também o é (ambiente e conjuntura).

EXPANSÃO MONETÁRIA: nos países que não emitem moeda conversível (reserva) a expansão monetária acima do PIB potencial é causa de inflação.

NUNCA ACONTECEU UM PROCESSO INFLACIONÁRIO SEM EXPANSÃO MONETÁRIA E DEMANDA QUE O SUSTENTASSE. A EXPANSÃPO MONETÁRIA É CAUSA DE INFLAÇÃO DEPENDENDO DE CADA PAÍS (e da conjuntura dos mesmos). O que aprendemos é que a expansão monetária sozinha não provoca crescimento nem inflação em país que emite moeda reserva mundial (ela se espalha pelo mundo).

REGIME DE METAS DE INFLAÇÃO: no Brasil o regime de metas de inflação (o tripé meta de inflação, superávit primário e câmbio flutuante) é de 01/06/1999. ÓTIMO.

DEPRESSÃO E RECESSÃO: não existe depressão sem deflação (existe recessão mais longa por não ser combatida corretamente). Existe recessão com inflação ascendente e descendente (a descendente é o caminho para deflação e depressão). O Japão não consegue fazer inflação com expansão monetária (nem com dívida interna, já em 200% do PIB). Os japoneses acreditam e preferem a liquidez imediata do Yen a outros ativos já valorizados (já perderam com várias bolhas de ativos que não moeda). O risco de desvalorização é alto.

Os EUA não conseguiram fazer inflação com taxa básica zero e com as operações de QE – quantitative easing – liquidez a juros baixos para os títulos de LP, mas conseguiram evitar uma depressão (crise de 2007/2008 denominada de subprime ou quebra do Lehman Brother, de solvência, liquidez e crédito). A emissão da moeda meio de pagamento mundial permite importar do mundo todo sem crise cambial, mas as commodities subiram. Formaram bolha que já furou (a crise foi para os exportadores). O ouro subiu e caiu (a bolha furou). O dólar ainda é atração nas crises (aversão a perdas maiores).

TAXA BÁSICA E INFLAÇÃO (aumentos e reduções):

a) taxa básica alta, mas abaixo da adequada piora a inflação, é semelhante a altas doses de antibióticos, mas abaixo do necessário (piora a infecção);

b) em um processo inflacionário (inflação ascendente) enquanto os aumentos graduais da taxa básica não ultrapassarem o juro de equilíbrio (neutro), a inflação e o aumento dos juros ocorrem simultaneamente;

c) após revertido o processo inflacionário a inflação e a taxa básica (quedas graduais) caem simultaneamente;

d) um governo acreditado necessita de taxas básicas menores e por menos tempo do que um desacreditado;

e) com superávits primários ou relação dívida PIB estável é mais fácil reverter um processo inflacionário (inclusive as taxas de juros nominais de mercado são mais baixas).

QUANDO O AUMENTO DA TAXA BÁSICA PODE PROVOCAR INFLAÇÃO?

Sabemos que a taxa básica deve ser elevada acima da taxa de equilíbrio (neutra), mas o mínimo possível, até que o processo inflacionário inicie a reversão de ascendente para descendente assim como a curva de juros nominal de mercado.

Se o governo é desacreditado (causa de insegurança), exista uma relação dívida PIB considerada alta (também causa de insegurança), acompanhada de déficits fiscais primários (causa de processo ascendente da dívida) e a taxa básica acima da de equilíbrio (no Brasil o DI 360, nos EUA a taxa de 2 ou de 5 anos) não conseguir reverter as expectativas de inflação e a curva de juro nominal de mercado, significa que o mercado espera que a dívida será paga através de emissão de moeda (de inflação). Neste caso não adianta utilizar a taxa básica.

Claro que uma política fiscal superavitária evita processo inflacionário, mas sabemos que não existe processo inflacionário sem política fiscal considerada irresponsável pelo mercado.

MAG 02/2017.

 

J. M. KEYNES: “Não existe meio mais sutil e mais seguro de subverter a base existente da sociedade do que pela desmoralização da moeda.” "Os regimes autoritários contemporâneos parecem resolver o problema do emprego à custa da eficiência e da liberdade."

LÊNIN: “A melhor maneira de destruir um sistema capitalista é destruir a sua moeda.”

 

4 comentários:

  1. SEMPRE É BOM REPETIR (02/03/2023):

    A CONST. FEDERAL E O PODER DE EMITIR MOEDA.
    Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo Banco Central.
    § 1º É vedado ao Banco Central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.
    § 2º O Banco Central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.
    § 3º As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no Banco Central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.
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    O BC COBRA JUROS QUANDO EMPRESTA A BANCOS (redesconto). RECEBE QUANDO MANTÉM EM CARTEIRA TÍTULOS DO TN.
    PAGA PARA OS DEPÓSITOS COMPULSÓRIOS E QUANDO RETIRA LIQUIDEZ DO MERCADO.
    NÃO EXISTE A VARIÁVEL RENTISTAS EM TEORIA ECONÔMICA, EXISTEM POUPADORES, INVESTIDORES (inclusos empreendedores, aplicações em bolsa, em fundos para aposentadorias, em ouro, em moedas, juros, renda do trabalho, salários, lucros etc.).
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    GOVERNOS GASTAREM MAIS DO QUE É POSSÍVEL TRIBUTAR E QUERER QUE ARTIFICIALISMOS SUSTENTEM O INSUSTENTÁVEL: CRISE É ISTO.
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    A ESTABILIDADE MONETÁRIA É NECESSÁRIA PARA O CRESCIMENTO SUSTENTADO? Para os economistas é necessária, mas não o suficiente. Pela análise das funções da moeda podemos ter um entendimento razoável. A moeda foi uma criação do mercado destinada a facilitar as negociações. Para isto é necessário que ela cumpra as funções de:

    a) RESERVA de VALOR;
    b) UNIDADE DE MEDIDA (CONTÁBIL);
    c) MEIO de PAGAMENTO.
    É a obediência às suas funções que fazem da Moeda uma das maiores criações da humanidade, a facilidade de negociações e de formação de mercados confiáveis.
    BC INDEPENDENTE É PARA ISTO (evitar leigos que acham que sabem, sem condições de ler e entender um livro de Política Monetária, os demagogos e os corruptos).

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  2. SOBRE INFLAÇÃO: 02/03/2016.
    "Numa conjuntura de depressão generalizada, por exemplo, quando predomina o pessimismo, e os preços continuam a cair, não há taxa de juros, por mais baixa que seja, capaz de reanimar a atividade econômica."
    Eugênio Gudin, em 01/1968, no livro "Princípios de Economia Monetária." A citação de um livro antigo foi intencional.
    O Brasil está com uma conjuntura recessiva (não depressiva), com insegurança (a credibilidade do governo é zero), inflação e taxa básica de juros altas, mas negativa, pelo critério: Selic - IRF - IGPM.
    Vamos ver quem ganha a corrida: o IPCA cairá por causa da recessão ou entraremos em um quadro de estagnação (inflação alta sem crescimento)? Ajudando a redução da inflação temos os preços das commodities mundiais baixos e o Fed paralisando o aumento da taxa básica. O risco: o câmbio, a inércia inflacionária, o déficit público, os aumentos das aposentadorias e do salário mínimo. O medo do PT e do governo.
    REGRA GERAL: não existe inflação que perdure sem expansão monetária e demanda que a sustente. MAGECONOMIA

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  3. INSEGURANÇA NA MOEDA PÁTRIA, CÂMBIO, BOLHAS E INFLAÇÃO: 2020
    a perda de segurança no poder de compra da moeda (juros negativos provocam perdas nas poupanças e nos fundos para garantir aposentadorias e renda mensal) provoca redução de consumo para aplicações em outros ativos (que não a moeda pátria mais juros), podendo provocar bolhas (o furo da bolha provoca crise e perdas). A redução do consumo reduz a pressão inflacionária (paradoxo: juros baixos e consumo não sobe por causa da insegurança). Não tem sustentação a LP e provoca crise cambial e desvalorização da moeda pátria e inflação a seguir (no segundo momento).

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  4. CONSUMO: RELAÇÕES COM RENDA, JUROS E INFLAÇÃO. 2020 (texto original de 2012).
    1) KEYNES: para Keynes o consumo subiria de acordo com a renda. Maior a renda maior o consumo total, mas menor em relação à renda.
    2) IRVING FISHER: para Fisher o consumo dependia da expectativa de renda e de vida.
    3) MILTON FRIEDMAN: para Friedman o consumo dependia da renda permanente (a renda que os agentes têm segurança de que receberão).
    4) MODIGLIANI: para Modigliani o consumo é função da riqueza e da renda em relação à expectativa de vida.
    5) CLÁSSICOS: para os clássicos a taxa de juro mais alta desestimula o consumo e estimula a poupança. Keynes refutou este pensamento. Para ele se a taxa de juro sobe o investimento cai (para ele poupança e investimento são iguais em uma economia fechada e em um dado momento). Como consumo é igual à renda menos investimento, maior a taxa de juro menor o aumento da capacidade produção, o PIB e o consumo.
    RESUMO: o consumo é função da riqueza acumulada, da renda permanente, da expectativa de renda futura, da expectativa de vida e da distribuição de renda. A melhoria da distribuição da renda aumenta o consumo. O aumento do consumo aumenta os investimentos. A inflação passou a ser controlada através da taxa básica do BC. A taxa básica adequada (resultado da relação dívida pública, política fiscal e carga tributária em relação à renda ) é a que equilibra a velocidade de crescimento da demanda com a da oferta. Taxa básica abaixo da adequada provoca desvalorização cambial e inflação. A inflação fica ascendente (processo inflacionário).

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