sexta-feira, 6 de março de 2026

DESMISTIFICANDO UM MITO. ESPECULADORES E RENTISTAS. (Resumo de texto de 1994).

 

DESMISTIFICANDO UM MITO. ESPECULADORES E RENTISTAS. (Resumo de texto de 1994).

Não existe a variável rentistas em teoria econômica (macroeconomia, política monetária e fiscal). Existe a variável juros que diversos agentes econômicos (poupadores) recebem. Em finanças o termo é pouco utilizado, os poupadores são valorizados (inclusive trabalhadores).  

Quem são os especuladores e rentistas? Todas as pessoas que trabalham, ganham seu dinheiro honestamente, poupam parte para garantir o futuro (casa própria, aposentadoria etc.) e aplicam na Caderneta de Poupança, em CDBs, em Bolsa, Ouro, Moedas estrangeiras (é legal, inclusive manter contas no exterior desde que declaradas), Fundos de Investimentos etc. São também especuladores e rentistas os fundos de pensão dos trabalhadores (que garantem aposentadorias e pensões). O mundo em desenvolvimento (falta poupança doméstica) respeita e atrai os especuladores rentistas para que invistam em seus países (investimentos diretos, bolsas, empréstimos, títulos do tesouro etc.). Especuladores e rentistas são um bem ao invés de um mal, como os demagogos, populistas ou ignorantes propalam. Em época de eleição políticos demagogos (ou leigos que não são capazes de ler e entender um bom livro de Política Monetária) falam contra juros altos; não sabem a diferença entre juro básico, neutro (de equilíbrio), de mercado (de curto, médio e longo prazos). Não sabem ler e entender uma curva de juros de mercado. Não sabem a relação entre taxa básica, inflação e juros de mercado de longo prazo. Não entendem a diferença entre quantidade moeda (M0, M1, M2, M3, M4) e liquidez. A relação entre quantidade de moeda, liquidez, inflação (ascendente ou descendente) e PIB potencial.

Para completar: a maior parte da renda nacional é oriunda do trabalho (salários, honorários, serviços gerais), por extensão a maior parte das poupanças são de trabalhadores. Os bancos são apenas intermediários no gerenciamento destas poupanças. A renda nacional é definida assim: RT + L + J + A (renda do trabalho, mais lucros, mais juros, mais aluguéis). Percentualmente a maior parte é a RT. E renda nacional é igual a PIB (C + I + G + E – M).

Felizmente a mídia de economia e finanças (inclusive jornalistas estudiosos, economistas) aprendeu com os BCs de Armínio Fraga (lançou o sistema de metas de controle da inflação, o tripé, superávit primário, câmbio flutuante e meta de inflação. Impediu que o Real fracassasse como tantos outros planos, alguns mirabolantes e de pensamento mágico), Henrique Meirelles, Ilan Goldfajn e Roberto Campos Neto (destaca-se também o trabalho, não reconhecido por todos, de Gustavo Loyola), evoluiu no entendimento de política monetária (verdade que a maioria dos economistas brasileiros tinham entendimento errado em economia monetária, presos a entendimentos keynesianos, a maioria desvirtuada).

Em teoria econômica não existe a variável rentista, existem: RIB = RT + L + J + A (renda interna bruta = renda do trabalho + lucros + juros + aluguéis) = PIB = C + I + G + E – M (consumo + investimento + gastos do governo + exportações - importações). Quem são os agentes econômicos (investidores) que aplicam suas poupanças (investem)? Trabalhadores, empresários, poupadores em geral. E qual é a renda das aplicações? Juros e Lucros. Resumo de texto de 1994.

 

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