VARIÁVEIS ECONÔMICAS - AGENTES ECONÔMICOS - TEMPO DE
REAÇÃO DO MERCADO - EXPECTATIVAS. 2012.
O estudo da economia é complexo devido ser uma ciência
dinâmica (os efeitos das ações variam no tempo e geograficamente, podendo
ocorrer imediatamente ou após um certo período, primeiro momento, segundo
momento, e ter duração variável), com inúmeras variáveis (quase todas
influenciando-se), com reações racionais e psicológicas (emocionais) por parte
dos agentes econômicos. Alarmar os agentes econômicos é mais fácil do que
torná-los otimistas e racionais. Expectativas racionais de mercado influenciam
possíveis cenários econômicos (previsíveis pela teoria econômica, mas sofrem
influências emocionais - confiança nas instituições e nas autoridades aumentam
a segurança e a previsibilidade facilitando o crescimento).
Expectativas do mercado: positivas, negativas, neutras,
racionais, emocionais, crise de confiança.
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INFLAÇÃO, CAUSAS:
a) Aumento dos meios de pagamentos (e da liquidez = tudo que
puder ser monetizado em até 30 dias) e das atividades econômicas sem
contrapartida de aumento da produção, PIB (demanda sobe em desarmonia com capacidade
da oferta). Existindo capacidade instalada ociosa, estoques, fatores de
produção não utilizados ou evolução tecnológica que permita aumento de produção
(produtividade), o aumento dos meios de pagamentos pode provocar aumento do PIB
sem ocorrer inflação. Os monetaristas (e liberais) aconselham que a moeda deve
ter um crescimento conhecido e ter por limite o crescimento do PIB POTENCIAL (conhecido).
b) A melhoria da distribuição da renda aumenta o consumo
(nível de atividades) e pode causar inflação (se não ocorrer aumento de
produção).
c) Taxas de juros de mercado menor que a natural, ou taxa
básica menor do que a de equilíbrio, ou neutra (eleva a demanda e os preços).
d) Emissão de moedas para fazer face a gastos improdutivos e
desnecessários (aumenta meios de pagamento e demanda).
e) Entrada de divisas estrangeiras com conversão para moeda
local.
f) Aumento da procura global sem aumento da oferta global.
g) Necessidade de aumentar as exportações para fazer face a
pagamentos de dívidas externas (reduz oferta).
h) Desvalorização da moeda para aumentar as exportações
(aumenta, internamente, os preços de produtos e de insumos importados e
exportados).
i) FATORES DE PRODUÇÃO (pleno emprego) - Não existindo pleno
emprego dos fatores de produção (trabalho, capital, recursos naturais,
tecnologia), o aumento dos GASTOS DO GOVERNO (G) e dos Meios de Pagamentos,
direcionados a investimentos eficazes e de maturação de médio prazo, não
provocam inflação, podendo ser uma medida benéfica e de estímulo à economia
(estimula a procura global, os investimentos e a produção).
j) EFEITO ENRIQUECIMENTO - Expectativas positivas e
segurança quanto ao futuro podem aumentar o consumo provocando aumentos de
preços, caso inexista aumento de produção (a percepção de aumento de renda
pessoal, provocada por valorizações de ativos etc., provoca sensação de
segurança e aumento de consumo).
K) EFEITO EMPOBRECIMENTO - Expectativas negativas,
provocadas por desvalorizações de ativos (poupanças, bolsas, imóveis etc.,
provoca percepção de empobrecimento), e por taxas de juros reais negativas
(queda da renda de poupadores, de fundos de pensões etc.), provocam insegurança
quanto ao futuro e podem induzir a redução de consumo e a queda de preços
(paradoxo).
l) DESARMONIA ENTRE AS POLÍTICAS FISCAL E MONETÁRIA (incluso
a cambial) - Déficits públicos (política fiscal) puxam as taxas de juro de
mercado para cima e exigem maior taxa básica por parte da política monetária
(um puxa para um lado, o outro, para outro), influenciam negativamente as
expectativas.
INSEGURANÇA NA MOEDA PÁTRIA: a perda de segurança no poder
de compra da moeda (juros negativos provocam perdas nas poupanças e nos fundos
para garantir aposentadorias e renda mensal) provoca redução de consumo para
aplicações em outros ativos (que não a moeda pátria mais juros), podendo
provocar bolhas (o furo da bolha provoca crise, perdas e sentimento de empobrecimento
e insegurança). A redução do consumo reduz a pressão inflacionária (paradoxo).
Não tem sustentação a LP e provoca crise cambial e desvalorização da moeda
pátria e inflação a seguir (no segundo momento).
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CONSUMO: RELAÇÕES COM RENDA, JUROS E INFLAÇÃO.
1) KEYNES: para Keynes o consumo subiria de acordo com a
renda. Maior a renda maior o consumo total, mas menor em relação à renda.
2) IRVING FISHER: para Fisher o consumo dependia da
expectativa de renda e de vida.
3) MILTON FRIEDMAN: para Friedman o consumo dependia da
renda permanente (a renda que os agentes têm segurança de que receberão).
4) MODIGLIANI: para Modigliani o consumo é função da riqueza
e da renda em relação à expectativa de vida.
5) CLÁSSICOS: para os clássicos a taxa de juro mais alta
desestimula o consumo e estimula a poupança. Keynes refutou este pensamento.
Para ele se a taxa de juro sobe o investimento cai (para ele poupança e
investimento são iguais em uma economia fechada e em um dado momento). Como
consumo é igual à renda menos investimento, maior a taxa de juro, menor o
aumento da capacidade produção, o PIB e o consumo.
6) MELHORIA NA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA: a melhoria na
distribuição de renda (redução da concentração da renda) aumenta o consumo no
curto e no médio prazo (ou enquanto houver espaço para ela ocorrer). O aumento
do consumo induz o aumento dos investimentos (é o crescimento da renda total =
PIB).
7) O CONSUMO, A TAXA BÁSICA DE JURO, A LIQUIDEZ (QUANTIDADE
DE MOEDA) E A INFLAÇÃO: os monetaristas defendem o princípio de que o aumento
da liquidez (moeda e tudo que puder ser monetizado em 30 dias) em proporção
maior do que o crescimento potencial do PIB provoca um aumento da demanda (C +
I) no CP, das expectativas de inflação e da inflação no médio ou longo prazo.
Recomendam que a liquidez tenha um aumento constante, não superior à capacidade
de crescimento do PIB (PIB potencial). Desaconselham altos e baixos no
crescimento da moeda, pois isto trás insegurança aos agentes e reduz a
previsibilidade e os investimentos. A taxa básica é a ferramenta mais eficaz
dos BCs na redução do excesso de liquidez (moeda) do mercado, por consequência
reduz também as expectativas de inflação (no processo a taxa básica será
reduzida no segundo momento). Uma taxa básica abaixo da adequada permitirá um
aumento das expectativas de inflação e necessidade de uma taxa maior no futuro
para combater os aumentos dos preços. Se a autoridade monetária deixar que a
liquidez aumente seguidamente em relação ao PIB potencial o processo
inflacionário instala-se.
8 ) CRISES: em um processo de aumento de liquidez agravado
com taxa de juro real ex-post negativa (a taxa real ex-post fica menor do que a
ex-ante, a inflação projetada fica sempre menor do que a ocorrida), instala-se
o processo inflacionário e a fuga da moeda mais juros para ativos que não moeda
(imóveis, moedas estrangeiras, ações, ouro etc.). Esta conjuntura artificial
(aumento desproporcional de liquidez e juros negativos) caminha para o processo
de insegurança e furo da bolha dos preços dos ativos que não moeda, trazendo
redução da previsibilidade para o mercado, instalando-se um cenário que começa
com a desaceleração do crescimento do PIB provocada pela redução da riqueza
(desvalorizações de ativos), passando para a recessão, podendo chegar à
depressão se não combatido adequadamente. O combate à crise que se instala
resume-se em impedir a quebra dos bancos, a redução da liquidez (não confundir
com aumentos excessivos), complementada por política fiscal (aumento de gastos
públicos não constantes e melhoria de distribuição de renda). MAG 04/2012
SEMPRE É BOM REPETIR: 2023
ResponderExcluirA CONST. FEDERAL E O PODER DE EMITIR MOEDA.
Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo Banco Central.
§ 1º É vedado ao Banco Central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.
§ 2º O Banco Central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.
§ 3º As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no Banco Central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.
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O BC COBRA JUROS QUANDO EMPRESTA A BANCOS (redesconto). RECEBE QUANDO MANTÉM EM CARTEIRA TÍTULOS DO TN.
PAGA PARA OS DEPÓSITOS COMPULSÓRIOS E QUANDO RETIRA LIQUIDEZ DO MERCADO.
NÃO EXISTE A VARIÁVEL RENTISTAS EM TEORIA ECONÔMICA, EXISTEM POUPADORES, INVESTIDORES (incluso empreendedores, aplicações em bolsa, em fundos para aposentadorias, em ouro, em moedas, juros, renda do trabalho, salários, lucros etc.).
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GOVERNOS GASTAREM MAIS DO QUE É POSSÍVEL TRIBUTAR E QUERER QUE ARTIFICIALISMOS SUSTENTEM O INSUSTENTÁVEL: CRISE É ISTO.
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A ESTABILIDADE MONETÁRIA É NECESSÁRIA PARA O CRESCIMENTO SUSTENTADO? Para os economistas é necessária, mas não o suficiente. Pela análise das funções da moeda podemos ter um entendimento razoável. A moeda foi uma criação do mercado destinada a facilitar as negociações. Para isto é necessário que ela cumpra as funções de:
a) RESERVA de VALOR;
b) UNIDADE DE MEDIDA (CONTÁBIL);
c) MEIO de PAGAMENTO.
É a obediência às suas funções que fazem da Moeda uma das maiores criações da humanidade, a facilidade de negociações e de formação de mercados confiáveis.
BC INDEPENDENTE É PARA ISTO (evitar leigos que acham que sabem, sem condições de ler e entender um livro de Política Monetária, os demagogos e os corruptos).