domingo, 28 de dezembro de 2014

AS FRASES DE KEYNES QUE LEVARAM AO DESCONTROLE INFLACIONÁRIO E ÀS BOLHAS DE ATIVOS.

AS FRASES DE KEYNES QUE LEVARAM AO DESCONTROLE INFLACIONÁRIO E ÀS BOLHAS DE ATIVOS.

No livro “A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda” publicado em 1936, Keynes, entre escritos que mudaram o modo de estudar a teoria econômica, podemos dizer que revolucionou os estudos da macroeconomia, também deixou registrado:

“É lícito crer que a manutenção mais ou menos contínua de uma situação de pleno emprego exigirá a baixa acentuada da taxa de juro, salvo se se verificar uma forte modificação na propensão global a consumir (incluindo o estado).”
“Tão logo se alcance o pleno emprego, a unidade de salários e os preços é que subirão na medida exatamente proporcional ao aumento da demanda efetiva.”

“O remédio para o auge não é portanto a alta, mas a baixa da taxa de juros; porque aquela pode fazer perdurar o chamado auge. O verdadeiro remédio para o ciclo econômico não consiste em evitar os auges e em manter assim uma semi depressão permanente, mas em evitar as depressões e manter deste modo um quase auge constante.” 

“O antigo Egito tinha o duplo privilégio, que sem dúvida explica a sua riqueza fabulosa, de possuir duas espécies de atividades, a construção de pirâmides e a extração de metais preciosos, cujos frutos, pelos fatos de servirem às necessidades do homem sem ser consumidos, não se aviltavam por serem abundantes. A Idade média edificou catedrais e entoou cânticos.”

RESUMINDO: os seguidores de Keynes (heterodoxos, keynesianos, desenvolvimentistas) entenderam que podiam elevar os gastos públicos sem se preocupar com déficits e ao mesmo tempo abaixar as taxas de juros de mercado através da monetização e que a riqueza aconteceria num passe de mágica, semelhante ao paraíso. Introduziram a aversão ao lucro e as medidas artificiais de tabelamentos dos preços e do câmbio (preços reprimidos), apesar de Keynes ter defendido o câmbio flutuante.
O resultado foi a inflação, a hiperinflação, a estagflação, as bolhas de ativos (seu furo e crises) e a crise cambial (quebras e moratórias).

Adam Smith (1776) em seu livro “A Riqueza das Nações” havia condenado o excesso de gastos improdutivos (consumo ou investimentos) como causa de queda da riqueza das nações (o excesso com os gastos da corte e da armada). Descreveu as relações gastos produtivos e improdutivos.


Knut Wicksell em seu livro “Lições de Economia Política” de 1911 havia descrito a relação entre a taxa de juro de mercado x a taxa de juro natural (evoluído pelos monetaristas atuais para taxa básica de juros x taxa neutra de mercado). MAGECONOMIA 12/2014.

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