domingo, 28 de junho de 2015

AMPLIAR A LIQUIDEZ PARA REDUZIR OS JUROS DE MERCADO? FIXAR SELIC (taxa básica de juros) BAIXA REDUZ O CUSTO DA DÍVIDA DO TN?

AMPLIAR A LIQUIDEZ PARA REDUZIR OS JUROS DE MERCADO?
FIXAR SELIC (taxa básica de juros) BAIXA REDUZ O CUSTO DA DÍVIDA DO TN?

Muitos escrevem (leigos e economistas, inclusive um ex-ministro, no jornal Valor) sobre os efeitos da taxa básica na economia, principalmente sobre os juros e o custo para a dívida pública (TN). Alguns economistas (e leigos com espaço na mídia) escrevem que o BC deveria, ao invés de subir a Selic, aumentar a liquidez para forçar a baixa dos juros (não escrevem de mercado, mas subentende-se), ou simplesmente fixar a Selic em um nível baixo objetivando reduzir o custo de carregamento da dívida do TN, reduzindo a necessidade de superávit primário (receitas menos gastos do TN sem considerar os juros). É uma agressão à teoria econômica rudimentar, mas como publicam justifica-se escrever explicando (principalmente em respeito aos leigos em economia).
LIQUIDEZ X JUROS: de fato se o BC aumentar a liquidez, em um primeiro momento, os juros caem, as atividades aquecem (principalmente a demanda), iniciando ou agravando (na conjuntura atual brasileira) o processo inflacionário e suas nefastas consequências. Os negócios financeiros a lp só acontecem com utilização de índice de preços, é o retorno da inércia inflacionária. Os investimentos não sobem, pois os investidores se retraem, postergando riscos, por insegurança e redução da previsibilidade. O equilíbrio demanda x oferta acontece com aumento dos déficits externos (comercial, serviços e rendas), em nível insustentável no tempo.  Foi o que tentaram fazer no primeiro governo DR.
ABAIXAR A SELIC REDUZ O CUSTO PARA O TN? NÃO. Com uma Selic abaixo da taxa de mercado o TN só conseguirá vender títulos atrelados a ela com deságios crescentes (é um aumento de juro). A credibilidade no BC acaba e se instala o pior dos mundos. Os juros de mercado de lp sobem exponencialmente (a curva de juros fica ascendente), sempre querendo ganhar da expectativa de inflação. O custo de captação para o TN sobe (os negócios de lp reduzem-se por insegurança cada vez maior).
RESULTADO PARA A ECONOMIA DO AUMENTO INADEQUADO DA LIQUIDEZ: o retorno do processo inflacionário, a hiperinflação, a estagflação, a bolha de preços de ativos que não moeda, o furo da bolha (a perda da riqueza virtual e a sensação de pobreza), e ao final, a recessão (queda da demanda). É o pior dos mundos, mas muito utilizado antes dos anos de eleições (depois vem o sofrimento das correções, os ajustes).
A CONJUNTURA ATUAL: a política que os economistas do governo DR denominaram de “nova matriz econômica” teve uma vida um pouco mais longa por artificialismos adotados, como represamentos de preços, operações de swaps cambiais de US$ 118 bilhões (jan. /2015) para evitar a desvalorização do real, passando uma falsa ilusão de riqueza e de poder de compra (principalmente) de importados. O saldo em Transações Correntes de 2014 foi negativo em US$ 104,8 bilhões (insustentável no tempo). 06/15.

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MEIOS DE PAGAMENTO AMPLIADOS - M1, M2, M3, M4
Data
M1
Meio
de pag.
M2
M3
M4
Oper. Créd.
Sist. Financ.
12 meses %
Variação % ano
Valor
12
meses
i real
IGPM
PIB
IPCA
IGPM
2010
281876
1362389
2549739
3040495
16,7
20,57
-0,102
7,5
5,91
11,32
2011
285377
1617480
3030280
3550253
16,8
19,02
4,18
2,6
6,50
5,10
2012
324483
1763932
3518246
4103151
15,6
16,2
-1,1
1
5,84
7,82
12/2013
344843
1953197
3820243
4455383
8,6
14,64
0,938
2,3
5,91
5,51
12/2014
351603
2150684
4319484
4993133
13,4
11,8
4,73
0
6,41
3,69
05/2015
304345
650375
4460048
5243078
13,3
10,5
0,164
x
4,56
3,22
MOEDA SEGUNDO SUA LIQUIDEZ:
M0 = Base Monetária = Moeda corrente + Reservas bancárias;
M1 = Meio de Pagamento = Oferta Monetária = Moeda corrente + Dep. a vista;
M2 = M1 + Dep. Investimentos + Poupança;
M3 = M2 + Fundos Invest. + Oper. Compromissadas;
M4 = M3 + Títulos Federais Selic.

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 OPERAÇÕES DE CRÉDITO DO SISTEMA FINANCEIRO (BCB)
ANO
TOTAL
VAR. %
12
meses
i real
PIB
IPCA
IGPM
12/2007
935,97
X
0,174
5,4
4,46
7,75
12/2008
1227,5
31,14
9,624
5,1
5,9
9,81
12/2009
1414,34
15,22
- 3,52
-0,6
4,31
-1,72
12/2010
1705,28
20,57
-3,52
7,5
5,91
11,32
12/2011
2033,9
19,02
4,18
2,6
6,50
5,10
12/2012
2368,68
16,2
-1,1
1
5,84
7,82
12/2013
2715,15
14,6
0,938
2,3
5,91
5,51
12/2014
3021,77
11,3
4,958
0
6,41
3,69

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OPERAÇÕES DE CRÉDITO DO SISTEMA FINANCEIRO (BCB)

SETOR PRIVADO
SETOR PÚBLICO
TOTAL
ANO
P. FÍSICA
P. JURÍD.
TOTAL
Gov. Fed.
Est. Munic.
TOTAL
2013
1315987
1245847
2561838
67003
82533
149536
2711371
2014
1398577
1412105
2810682
93697
113077
206774
3017456
05/2015
1399332
1454274
2853606
106462
120929
227391
3080997
Var. 12 meses
6,4
11,2
8,8
29,2
30,2
29,7
10,1


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