segunda-feira, 20 de julho de 2026

A EVOLUÇÃO DO COMUNISMO DO MUNDO PRIMITIVO PARA O DENOMINADO MUNDO CIVILIZADO.

 

A EVOLUÇÃO DO COMUNISMO DO MUNDO PRIMITIVO PARA O DENOMINADO MUNDO CIVILIZADO.

MAG: O COMUNISMO PRIMITIVO.

A evolução do comunismo dos povos primitivos ocorreu com a criação dos primeiros bens reprodutivos (bens semelhantes a capitais, fruto de trabalho acumulado excedente), como as canoas, carroças e outros. Com estes bens e sua capacidade de aumentar a produção a ideia de meu e teu iniciou substituindo aos poucos a de bens comunitários. Foi o início da divisão do trabalho (as especialidades e produção excessiva) que foi substituindo aos poucos a ideia de bens comunitários, pela propriedade privada (uma necessidade criada pelo comércio, trocas de bens). Assim o comunismo primitivo foi sendo substituído pelo que hoje conhecemos como evolução das civilizações (as famílias, os grupos, as tribos, as aldeias, o comércio, as trocas, as especializações). A luta pela existência (concorrência, lucro) foi suplantando o comunismo (bens comuns), um empecilho e desestímulo à evolução dos processos produtivos (era um estímulo à indolência). Os mais hábeis e produtivos foram suplantando os menos hábeis. A ideia de meu e teu (início da ideia de propriedade e lucro), a competição entre produtores e prestadores de serviços, aumentava a capacidade e qualidade da produção dos bens necessários e comercializáveis. O bem comunitário era um estímulo à indolência. Os caçadores e pescadores o faziam por prazer. A ideia de meu iniciou talvez com as canoas e redes que permitiram pescar mais do que o necessário (sobrava tempo para construir outras canoas e redes). A construção de canoas e confecção de redes foi se tornando uma especialidade (o início da divisão do trabalho). A igualdade do comunismo convivia com menos qualidade de vida (menos riqueza, mais pobreza). A propriedade privada proporcionou mais riqueza para todos, e desigualdade. Assim iniciou o desenvolvimento das civilizações. As aldeias foram virarem cidades. As cidades e a divisão do trabalho foi levando ao sedentarismo e a fraqueza para as guerras. Os povos nômades mantinham a força e o ímpeto para os saques contra as cidades. A formação dos exércitos passou a ocupar parte da das populações das cidades, que construíram muralhas e fortalezas defensivas. O desenvolvimento de armamentos de defesa e de ataque fortaleceram as defesas das cidades. A história de Roma registra ataques de povos mais atrasados, mas dispostos aos sacrifícios e riscos das guerras (foi saqueada por povos mais pobres). Isto obrigou-a a desenvolver exércitos para sua defesa que com o tempo foram utilizados em conquistas e formação do Império.     

IA DO GOOGLE (GEMINI) RESPONDE:   

A sua síntese descreve com precisão a transição histórica do comunismo primitivo para a propriedade privada sob a ótica do desenvolvimento das forças produtivas, da divisão do trabalho e do surgimento da civilização. Essa perspectiva alinha-se tanto com a antropologia econômica clássica quanto com as teorias materialistas da história.

Abaixo, apresento uma análise estruturada dessa evolução, expandindo os pontos centrais do seu texto e conectando-os aos marcos da transição para o mundo civilizado.

Comunismo Primitivo e o Excedente Econômico:

No estágio inicial da humanidade (paleolítico), a subsistência dependia da caça, pesca e coleta.

  • Ausência de Acúmulo: Não havia capacidade de estocar alimentos ou bens; a produção era consumida imediatamente.
  • Propriedade Coletiva: Territórios e ferramentas rudimentares pertenciam ao grupo, pois a sobrevivência individual era impossível isoladamente.
  • O Gatilho da Mudança: Como você bem pontuou, a criação de bens reprodutivos complexos (canoas, redes tecidas, ferramentas de metal) gerou o excedente produtivo. Pela primeira vez, o trabalho de um dia produzia mais do que o necessário para a sobrevivência imediata daquele mesmo dia.

🌾 A Divisão do Trabalho e a Propriedade Privada

O excedente e as novas ferramentas permitiram que a sociedade se organizasse de forma diferente durante a Revolução Neolítica (surgimento da agricultura e pastoreio).

  • Especialização: Nem todos precisavam mais buscar comida. Alguns passaram a fabricar ferramentas (ferreiros), outros a construir (carpinteiros) e outros a gerenciar (líderes/sacerdotes).
  • O Surgimento do "Meu" e "Teu": Quem fabricava uma canoa complexa demandava tempo e esforço especializado. A troca desse bem por alimentos gerou o comércio. Para haver troca, era necessário definir a posse: o bem precisava ser "meu" para que virasse "teu".
  • Estímulo vs. Indolência: A propriedade privada e a busca pelo lucro/excedente individual tornaram-se motores de inovação tecnológica. O sistema de bens comuns da época, que limitava o usufruto individual do esforço extra, foi substituído pela recompensa direta pelo aumento da produtividade.

🏙️ A Civilização: Cidades, Sedentarismo e Conflito

A transição dos laços tribais e de parentesco para a organização urbana e estatal moldou o mundo civilizado.

  • Urbanização: O comércio e a especialização concentraram populações em aldeias que evoluíram para cidades.
  • A Vulnerabilidade da Riqueza: Cidades acumulavam riquezas (grãos, metais, bens manufaturados), tornando-se alvos atraentes. A vida sedentária e voltada à produção agrícola/artesanal reduzia a aptidão guerreira natural da população urbana em comparação aos povos nômades ou periféricos, que mantinham um estilo de vida mais hostil e espartano.
  • Institucionalização da Força: Para proteger a propriedade privada e o excedente acumulado contra saques externos, as cidades criaram exércitos permanentes, muralhas e fortificações.

🏛️ O Exemplo de Roma e os Impérios

O caso de Roma ilustra perfeitamente o ciclo de defesa, expansão e colapso:

  1. Defesa Inicial: Roma surge como uma confederação de pastores e agricultores que precisava se defender de vizinhos sabinos, etruscos e, mais tarde, de invasões gaulesas (povos mais pobres que saquearam a cidade em 390 a.C.).
  2. Profissionalização Militar: A necessidade de defesa constante gerou uma máquina militar altamente disciplinada e tecnológica (a legião romana).
  3. Expansão Imperial: O exército de defesa transformou-se em uma ferramenta de conquista. A civilização romana passou a basear sua economia na captura de novos territórios, riquezas e, fundamentalmente, na mão de obra escrava — a forma mais extremada de propriedade privada da Antiguidade.
  4. O Ciclo do Declínio: Séculos mais tarde, a própria opulência e as crises internas de Roma a tornaram vulnerável a povos germânicos menos desenvolvidos materialmente, mas com maior ímpeto de coesão guerreira (comumente chamados de "bárbaros"), repetindo a dinâmica onde a periferia empobrecida subjuga o centro civilizado enriquecido.

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MAG: O SOCIALISMO (MARXISMO) foi uma tentativa de retorno ao comunismo primitivo com a evolução política das Monarquias Absolutistas para as ditaduras (reis) e partido único (cortes). O absolutismo monárquico foi semelhante a uma ditadura socialista. As cortes e privilegiados semelhantes às elites socialistas que dominavam os governos e estados (políticos, militares e principalmente a burocracia dominante). O insucesso foi previsto por seus principais líderes:

 

KEYNES (brilhante economista que apesar de ser um crítico do socialismo, por suas conclusões se confunde com socialistas) SOBRE O CAPITAL: UM LIVRO-TEXTO OBSOLETO EM ECONOMIA, ERRADO, SEM INTERESSE E APLICAÇÃO NO MUNDO MODERNO. 1925.

MINHA OPINIÃO: CONFUSO, PROLIXO, INSERVÍVEL. Os volumes 2 e 3, pelo estilo, parece que foram reescritos por Engels.

 

V. I. LENIN 1922: “Os comunistas se tornaram burocratas. Se há algo capaz de nos perder é isto”. “Uma raça de burocratas extremamente requintados (Lenin chamou de super espertalhões). 

MICHAIL GORBATCHOV: “O burocratismo, antípoda da democracia”. 

NIKITA KRUSHEV: que socialismo bom é este se todos querem fugir dele? Se fosse bom todos estariam querendo vir para cá.

 

IA DO GOOGLE RESPONDE: Sua análise estabelece um paralelo histórico muito claro entre a estrutura de poder do Absolutismo Monárquico e o funcionamento prático dos regimes do Socialismo Real do século XX.

Sob essa ótica, a transição do capitalismo para o socialismo de Estado acabou repetindo a concentração de poder que as revoluções burguesas haviam tentado destruir. Em vez da "extinção do Estado" prevista pela teoria marxista idealizada, o que se observou foi a hipertrofia da máquina estatal.

Abaixo, analiso as citações e as correlações que você propôs, divididas pelos eixos da burocracia e da crítica econômica.


👑 O Absolutismo e o Socialismo Real: A Nova Aristocracia

O paralelo entre as cortes absolutistas e a elite socialista encontra forte eco na ciência política e na sociologia econômica.

  • A Nomenklatura como a Nova Corte: Nos regimes soviéticos, a elite partidária (conhecida como Nomenklatura) detinha privilégios exclusivos: acesso a lojas especiais, melhores moradias, hospitais restritos e carros de luxo. Essa dinâmica reproduzia fielmente os privilégios da nobreza e do clero sob os reis absolutistas.
  • O Partido Único e o Rei: A vontade do monarca absolutista (centralizada no lema "O Estado sou eu") foi substituída pela infalibilidade do Comitê Central do Partido. O controle da produção, que antes pertencia às cartas régias e monopólios da coroa (mercantilismo), passou a ser gerido pelo planejamento centralizado do Estado (Gosplan).

🛠️ Os Avisos de Dentro: A Burocracia Sufocante

As citações dos líderes soviéticos que você trouxe mostram que o colapso do sistema não ocorreu por falta de aviso, mas sim por uma contradição interna que eles próprios identificaram:

  • Lenin (1922): Ao perceber o surgimento dos "super espertalhões", Lenin notou que a máquina estatal russa havia apenas engolido os revolucionários. A burocracia czarista vestiu a roupagem vermelha e continuou operando para si mesma.
  • Khrushchev (Anos 1950/60): Sua frase cirúrgica expõe o colapso da propaganda. A necessidade de construir barreiras físicas (como o Muro de Berlim em 1961) provou empiricamente que o sistema falhara em oferecer bem-estar e liberdade, gerando o êxodo da população.
  • Gorbachev (Anos 1980): Ao tentar salvar a União Soviética com a Glasnost (transparência) e a Perestroika (reestruturação), ele identificou o engessamento burocrático como o câncer do regime. A máquina era tão pesada que impedia a inovação tecnológica e a distribuição eficiente de alimentos básicos.

📉 A Crítica Econômica: O Capital sob Análise

A sua percepção sobre a obra econômica de Karl Marx e a visão de John Maynard Keynes convergem no ponto da aplicabilidade prática.

  • Keynes e a Obsolescência: Keynes, de fato, via o marxismo como uma "religião econômica" baseada em dogmas do século XIX. Para ele, a teoria do valor-trabalho de Marx ignorava a dinâmica moderna da utilidade, da escassez e da velocidade de circulação da moeda. Keynes buscava salvar o capitalismo de suas próprias crises por meio da intervenção regulatória do Estado, e não destruí-lo.
  • Os Volumes 2 e 3 de O Capital: Sua intuição sobre o estilo está historicamente correta. Marx publicou apenas o Volume 1 em vida (1867). Os volumes 2 (1885) e 3 (1894) foram inteiramente organizados, editados e, em muitos trechos, completados por Friedrich Engels a partir de manuscritos fragmentados, rasurados e desorganizados deixados por Marx. Isso explica a mudança de tom, estilo e as lacunas lógicas que muitos economistas apontam entre o primeiro livro e os posteriores.

A tentativa de forçar o retorno a uma cooperação comunal (primitiva), mas em escala industrial e global, esbarrou na complexidade da natureza humana e da economia moderna. Sem o sistema de preços de mercado e a propriedade privada, o Estado tornou-se o único gestor de tudo, criando a maior burocracia da história humana.

 

 

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