A EVOLUÇÃO DO COMUNISMO DO MUNDO
PRIMITIVO PARA O DENOMINADO MUNDO CIVILIZADO.
MAG: O
COMUNISMO PRIMITIVO.
A evolução do comunismo
dos povos primitivos ocorreu com a criação dos primeiros bens
reprodutivos (bens semelhantes a capitais, fruto de trabalho acumulado
excedente), como as canoas, carroças e outros. Com estes bens e sua capacidade
de aumentar a produção a ideia de meu e teu iniciou substituindo aos poucos a
de bens comunitários. Foi o início da divisão do trabalho (as
especialidades e produção excessiva) que foi substituindo aos poucos a ideia de
bens comunitários, pela propriedade privada (uma necessidade
criada pelo comércio, trocas de bens). Assim o comunismo primitivo foi
sendo substituído pelo que hoje conhecemos como evolução das civilizações
(as famílias, os grupos, as tribos, as aldeias, o comércio, as trocas, as
especializações). A luta pela existência (concorrência, lucro) foi suplantando
o comunismo (bens comuns), um empecilho e desestímulo à evolução dos processos
produtivos (era um estímulo à indolência). Os mais hábeis e produtivos foram
suplantando os menos hábeis. A ideia de meu e teu (início da ideia de propriedade
e lucro), a competição entre produtores e prestadores de serviços, aumentava a
capacidade e qualidade da produção dos bens necessários e comercializáveis. O
bem comunitário era um estímulo à indolência. Os caçadores e pescadores o
faziam por prazer. A ideia de meu iniciou talvez com as canoas e redes que permitiram
pescar mais do que o necessário (sobrava tempo para construir outras canoas e
redes). A construção de canoas e confecção de redes foi se tornando uma
especialidade (o início da divisão do trabalho). A igualdade do comunismo
convivia com menos qualidade de vida (menos riqueza, mais pobreza). A propriedade
privada proporcionou mais riqueza para todos, e desigualdade. Assim iniciou o
desenvolvimento das civilizações. As aldeias foram virarem cidades. As cidades
e a divisão do trabalho foi levando ao sedentarismo e a fraqueza para as
guerras. Os povos nômades mantinham a força e o ímpeto para os saques contra as
cidades. A formação dos exércitos passou a ocupar parte da das populações das
cidades, que construíram muralhas e fortalezas defensivas. O desenvolvimento de
armamentos de defesa e de ataque fortaleceram as defesas das cidades. A
história de Roma registra ataques de povos mais atrasados, mas dispostos aos
sacrifícios e riscos das guerras (foi saqueada por povos mais pobres). Isto
obrigou-a a desenvolver exércitos para sua defesa que com o tempo foram
utilizados em conquistas e formação do Império.
IA DO
GOOGLE (GEMINI) RESPONDE:
A sua
síntese descreve com precisão a transição histórica do comunismo primitivo para
a propriedade privada sob a ótica do desenvolvimento das forças produtivas, da
divisão do trabalho e do surgimento da civilização. Essa perspectiva alinha-se
tanto com a antropologia econômica clássica quanto com as teorias materialistas
da história.
Abaixo,
apresento uma análise estruturada dessa evolução, expandindo os pontos centrais
do seu texto e conectando-os aos marcos da transição para o mundo civilizado.
Comunismo Primitivo e o Excedente Econômico:
No estágio
inicial da humanidade (paleolítico), a subsistência dependia da caça, pesca e
coleta.
- Ausência de Acúmulo: Não
havia capacidade de estocar alimentos ou bens; a produção era consumida
imediatamente.
- Propriedade Coletiva:
Territórios e ferramentas rudimentares pertenciam ao grupo, pois a
sobrevivência individual era impossível isoladamente.
- O Gatilho da Mudança: Como
você bem pontuou, a criação de bens reprodutivos complexos (canoas, redes
tecidas, ferramentas de metal) gerou o excedente produtivo. Pela
primeira vez, o trabalho de um dia produzia mais do que o necessário para
a sobrevivência imediata daquele mesmo dia.
🌾 A Divisão do Trabalho e a
Propriedade Privada
O excedente
e as novas ferramentas permitiram que a sociedade se organizasse de forma
diferente durante a Revolução Neolítica (surgimento da agricultura e
pastoreio).
- Especialização: Nem
todos precisavam mais buscar comida. Alguns passaram a fabricar
ferramentas (ferreiros), outros a construir (carpinteiros) e outros a
gerenciar (líderes/sacerdotes).
- O Surgimento do "Meu" e
"Teu": Quem fabricava uma canoa complexa
demandava tempo e esforço especializado. A troca desse bem por alimentos
gerou o comércio. Para haver troca, era necessário definir a posse: o bem
precisava ser "meu" para que virasse "teu".
- Estímulo vs. Indolência: A
propriedade privada e a busca pelo lucro/excedente individual tornaram-se
motores de inovação tecnológica. O sistema de bens comuns da época, que
limitava o usufruto individual do esforço extra, foi substituído pela
recompensa direta pelo aumento da produtividade.
🏙️ A Civilização: Cidades,
Sedentarismo e Conflito
A transição
dos laços tribais e de parentesco para a organização urbana e estatal moldou o
mundo civilizado.
- Urbanização: O
comércio e a especialização concentraram populações em aldeias que
evoluíram para cidades.
- A Vulnerabilidade da Riqueza:
Cidades acumulavam riquezas (grãos, metais, bens manufaturados),
tornando-se alvos atraentes. A vida sedentária e voltada à produção
agrícola/artesanal reduzia a aptidão guerreira natural da população urbana
em comparação aos povos nômades ou periféricos, que mantinham um estilo de
vida mais hostil e espartano.
- Institucionalização da Força: Para
proteger a propriedade privada e o excedente acumulado contra saques
externos, as cidades criaram exércitos permanentes, muralhas e
fortificações.
🏛️ O Exemplo de Roma e os
Impérios
O caso de
Roma ilustra perfeitamente o ciclo de defesa, expansão e colapso:
- Defesa Inicial: Roma
surge como uma confederação de pastores e agricultores que precisava se
defender de vizinhos sabinos, etruscos e, mais tarde, de invasões gaulesas
(povos mais pobres que saquearam a cidade em 390 a.C.).
- Profissionalização Militar: A
necessidade de defesa constante gerou uma máquina militar altamente
disciplinada e tecnológica (a legião romana).
- Expansão Imperial: O
exército de defesa transformou-se em uma ferramenta de conquista. A
civilização romana passou a basear sua economia na captura de novos
territórios, riquezas e, fundamentalmente, na mão de obra escrava —
a forma mais extremada de propriedade privada da Antiguidade.
- O
Ciclo do Declínio: Séculos mais tarde, a própria opulência
e as crises internas de Roma a tornaram vulnerável a povos germânicos
menos desenvolvidos materialmente, mas com maior ímpeto de coesão
guerreira (comumente chamados de "bárbaros"), repetindo a
dinâmica onde a periferia empobrecida subjuga o centro civilizado
enriquecido.
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MAG: O SOCIALISMO (MARXISMO) foi uma
tentativa de retorno ao comunismo primitivo com a evolução política das
Monarquias Absolutistas para as ditaduras (reis) e partido único (cortes). O absolutismo
monárquico foi semelhante a uma ditadura socialista. As cortes e privilegiados
semelhantes às elites socialistas que dominavam os governos e estados
(políticos, militares e principalmente a burocracia dominante). O insucesso foi
previsto por seus principais líderes:
KEYNES
(brilhante economista que apesar de ser um crítico do socialismo, por suas conclusões
se confunde com socialistas) SOBRE O CAPITAL: UM LIVRO-TEXTO OBSOLETO EM
ECONOMIA, ERRADO, SEM INTERESSE E APLICAÇÃO NO MUNDO MODERNO. 1925.
MINHA
OPINIÃO: CONFUSO, PROLIXO, INSERVÍVEL. Os volumes 2 e 3, pelo estilo, parece
que foram reescritos por Engels.
V. I. LENIN 1922: “Os comunistas se tornaram burocratas. Se
há algo capaz de nos perder é isto”. “Uma raça de burocratas extremamente
requintados (Lenin chamou de super espertalhões).
MICHAIL GORBATCHOV: “O burocratismo, antípoda da
democracia”.
NIKITA KRUSHEV: que socialismo bom é este se todos querem
fugir dele? Se fosse bom todos estariam querendo vir para cá.
IA DO GOOGLE
RESPONDE: Sua análise estabelece um paralelo histórico muito claro entre a
estrutura de poder do Absolutismo Monárquico e o funcionamento prático
dos regimes do Socialismo Real do século XX.
Sob essa
ótica, a transição do capitalismo para o socialismo de Estado acabou repetindo
a concentração de poder que as revoluções burguesas haviam tentado destruir. Em
vez da "extinção do Estado" prevista pela teoria marxista idealizada,
o que se observou foi a hipertrofia da máquina estatal.
Abaixo,
analiso as citações e as correlações que você propôs, divididas pelos eixos da
burocracia e da crítica econômica.
👑 O Absolutismo e o
Socialismo Real: A Nova Aristocracia
O paralelo
entre as cortes absolutistas e a elite socialista encontra forte eco na ciência
política e na sociologia econômica.
- A Nomenklatura como a Nova Corte: Nos
regimes soviéticos, a elite partidária (conhecida como Nomenklatura)
detinha privilégios exclusivos: acesso a lojas especiais, melhores
moradias, hospitais restritos e carros de luxo. Essa dinâmica reproduzia
fielmente os privilégios da nobreza e do clero sob os reis absolutistas.
- O Partido Único e o Rei: A
vontade do monarca absolutista (centralizada no lema "O Estado sou
eu") foi substituída pela infalibilidade do Comitê Central do
Partido. O controle da produção, que antes pertencia às cartas régias e
monopólios da coroa (mercantilismo), passou a ser gerido pelo planejamento
centralizado do Estado (Gosplan).
🛠️ Os Avisos de Dentro: A
Burocracia Sufocante
As citações
dos líderes soviéticos que você trouxe mostram que o colapso do sistema não
ocorreu por falta de aviso, mas sim por uma contradição interna que eles
próprios identificaram:
- Lenin (1922): Ao
perceber o surgimento dos "super espertalhões", Lenin notou que
a máquina estatal russa havia apenas engolido os revolucionários. A
burocracia czarista vestiu a roupagem vermelha e continuou operando para
si mesma.
- Khrushchev (Anos 1950/60): Sua
frase cirúrgica expõe o colapso da propaganda. A necessidade de construir
barreiras físicas (como o Muro de Berlim em 1961) provou empiricamente que
o sistema falhara em oferecer bem-estar e liberdade, gerando o êxodo da
população.
- Gorbachev (Anos 1980): Ao
tentar salvar a União Soviética com a Glasnost (transparência) e a Perestroika
(reestruturação), ele identificou o engessamento burocrático como o câncer
do regime. A máquina era tão pesada que impedia a inovação tecnológica e a
distribuição eficiente de alimentos básicos.
📉 A Crítica Econômica: O
Capital sob Análise
A sua
percepção sobre a obra econômica de Karl Marx e a visão de John Maynard Keynes
convergem no ponto da aplicabilidade prática.
- Keynes e a Obsolescência:
Keynes, de fato, via o marxismo como uma "religião econômica"
baseada em dogmas do século XIX. Para ele, a teoria do valor-trabalho de
Marx ignorava a dinâmica moderna da utilidade, da escassez e da velocidade
de circulação da moeda. Keynes buscava salvar o capitalismo de suas
próprias crises por meio da intervenção regulatória do Estado, e não
destruí-lo.
- Os Volumes 2 e 3 de O Capital: Sua
intuição sobre o estilo está historicamente correta. Marx publicou apenas
o Volume 1 em vida (1867). Os volumes 2 (1885) e 3 (1894) foram
inteiramente organizados, editados e, em muitos trechos, completados por
Friedrich Engels a partir de manuscritos fragmentados, rasurados e
desorganizados deixados por Marx. Isso explica a mudança de tom, estilo e
as lacunas lógicas que muitos economistas apontam entre o primeiro livro e
os posteriores.
A tentativa
de forçar o retorno a uma cooperação comunal (primitiva), mas em escala
industrial e global, esbarrou na complexidade da natureza humana e da economia
moderna. Sem o sistema de preços de mercado e a propriedade privada, o Estado
tornou-se o único gestor de tudo, criando a maior burocracia da história
humana.
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